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Manifestantes entram em confronto com policiais ao tentarem entrar em Buenos Aires

Os protestantes renunciam a “completa falta de resposta do governo frente à emergência alimentar e o ajuste da economia popular”, segundo afirma a UTEP

18 Mar 2024 - 22h00 | Atualizado em 18 Mar 2024 - 22h00
Manifestantes entram em confronto com policiais ao tentarem entrar em Buenos Aires Lorena Bueri

Nesta segunda-feira (18), manifestantes que protestavam contra o governo de Javier Milei foram recebidos com “gás lacrimogêneo, caminhões hidrantes e cassetetes” enquanto tentavam entrar em Buenos Aires. Além da capital, protestos ocorrem em diferentes regiões do país.

Com cartazes que traziam a frase “fome não espera, basta de ajuste”, multidões – organizadas pela União de Trabalhadores da Economia Popular (UTEP) – tentavam entrar na capital da Argentina, quando, nas pontes Puyerredón e Saavedra, foram impedidas por autoridades federais. Protestantes e jornalistas do canal argentino A24 chegaram a ser agredidos por policiais.

“Gás lacrimogêneo, caminhões hidrantes e cassetetes. Outra vez, o governo escolhe a violência contra as manifestações e repete sua fúria com os trabalhadores da imprensa”, denunciou o organismo de Direitos Humanos Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS).

Os protestantes, que de acordo com o Infobae somavam cerca de 5.500, renunciam a “completa falta de resposta do governo frente à emergência alimentar e o ajuste da economia popular”, segundo afirma a UTEP.

Repressão policial 


Manifestantes entram em confronto com autoridades federais ao tentarem entrar em Buenos Aires. (Vídeo: Reprodução/X/@UTEPoficial).


A repressão policial fez parte de uma série de protocolos impostos pela ministra da Segurança do país, Patricia Bullrich, para impedir bloqueios de trânsito. Nesta segunda (18), com a manifestação dos partidos e movimentos de esquerda, foram propostos 500 bloqueios em diferentes áreas da Argentina.

O protocolo “antipiquete”, anunciado pela ministra em dezembro do ano passado, previa o uso de “força proporcional à resistência” para combater bloqueios e protestos. Além disso, Bullrich afirmou que os participantes poderiam receber multas e sanções.

Na rede social X, antigo Twitter, o prefeito Jorge Macri elogiou a ação da polícia de Buenos Aires e afirmou que “a ordem não se negocia”, além de enfatizar que "é prioridade que haja uma convivência pacífica entre aqueles que precisam circular livremente para trabalhar e estudar, e aqueles que querem se manifestar”.

Fome na argentina

A principal motivação do protesto desta segunda (18) é a denúncia de que o governo não estaria enviando alimentos para cozinhas comunitárias em zonas vulneráveis por ordem da ministra do Capital Humano, Sandra Pettovello.

Há relatos de refeitórios comunitários que teriam recebidos mantimentos pela última vez em novembro e que estariam dependendo de doações para atender a população. De acordo com organizações sociais, em contraposição, cada vez mais argentinos tem recorrido a estas cozinhas para fazer ao menos uma refeição por dia.

A situação da fome na Argentina agravou drasticamente após a assinatura do Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), que levou a inflação de 211%, além de aumentar a pobreza de 49,5% em dezembro de 2023 para 57,4% em janeiro e elevar o valor dos alimentos.

Foto destaque: manifestantes entram em confronto com autoridades federais ao tentarem entrar em Buenos Aires. (Reprodução/X/@UTEPoficial). 

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