Bem Estar

Avançam estudos para vacinas contra gripe com RNA mensageiro

Nova vacina produzida pela Pfizer contra o vírus da gripe, influenza, promete mais eficácia do que as vacinas atuais. O novo imunizante contará com RNA mensageiro.

3 min de leitura
15 Out 2021 - 14h29 | Atulizado em 15 Out 2021 - 14h29

Que tosse, febre e calafrios são sintomas clássicos da gripe, isso todo mundo já sabe. No entanto, a novidade é que a farmacêutica Pfizer está em estágio de teste na produção do imunizante contra o vírus da gripe, influenza, utilizando RNA mensageiro. Com as constantes mutações sofridas pelo vírus influenza, responsável pela gripe, as vacinas atuais não conseguem conter totalmente o vírus, visto que utilizam tecnologias ultrapassadas.

 

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A expectativa é de que o quadro mude com esta nova vacina com RNA mensageiro, uma vez que a empresa também o utiliza com êxito no imunizante contra a covid-19. O primeiro teste ocorreu em setembro, com aplicação do imunizante em humanos. As vacinas contra o vírus influenza existem há anos, porém, a eficácia é relativa. As vacinas atuais utilizam o vírus inativo, que é considerado uma tecnologia ultrapassada quando comparada à tecnologia de imunizantes com RNA mensageiro. Além disso, os imunizantes que utilizam o vírus inativo devem ser preparados com antecedência e possuem eficácias entre 40% e 70%.


Aplicação de vacina contra a gripe (Foto: Reprodução/ IStock)


Diferentemente do vírus inativo, o RNA mensageiro não precisa produzir antígenos, onde a célula humana fará as proteínas do vírus. O especialista em vacinas da Universidade da Pensilvânia, Norbert Pardi, afirma: “Essas vacinas multivalentes provavelmente provocarão uma resposta imunológica globalmente superior”. O analista da Bryan, Garnier e Co Y, Jean-Jacques Le fur, complementa: “Se a Organização Mundial da Saúde alerta sobre uma mudança nas cepas prevalentes, podemos mudá-la mais rapidamente com RNA do que com a tecnologia existente”.

 

 

Foto Destaque: Ilustração de pessoas se protegendo contra o vírus da covid-19. Reprodução/IStock

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