Na noite desta segunda-feira (13), bolsonaristas causaram tumulto nas ruas do Distrito Federal. Após depredarem a sede da Polícia Federal e incendiarem carros e ônibus, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que a “ordem é prender os vândalos”. A polícia usou balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o conflito.
O protesto de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foi motivado pela prisão de um indígena envolvido em manifestações antidemocráticas decretada por Alexandre de Moraes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O pastor indígena Serere Xavante teria convocado manifestantes armados para impedirem a diplomação dos candidatos eleitos, realizada na tarde desta segunda-feira. De acordo com a nota da Polícia Federal, o preso está acompanhado de advogados e nos termos da lei, está sendo resguardada a integridade física e moral do detido.
Manifestantes incendeiam veículos em frente a polícia (Foto: Reprodução/ Cristiano Mariz/ Agência O Globo)
Em uma noite de terror, bolsonaristas provocaram caos pelas ruas de Brasília, após tentarem invadir a sede da PF, os vândalos depredaram e atearam fogo em carros e ônibus nas vias. Para dispersar o grupo, a polícia usou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio, enquanto os manifestantes revidavam atirando paus e pedras. Ao menos uma pessoa se feriu na confusão. O Ministro da Justiça afirmou que os atos serão apurados e esclarecidos. Apesar da ordem do governador Ibaneis Rocha, até a meia-noite desta segunda, não havia registro de nenhum manifestante preso.
Horas após a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo TSE, os manifestantes seguiam pedindo por intervenção militar, o que é inconstitucional. Para resguardar a segurança do presidente eleito, Lula, o hotel em que ele está hospedado recebeu reforço em seu em torno pela Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes e outras vias da região central foram fechadas.
Foto destaque: Policiais tentam barrar manifestantes Foto: Reprodução/Evaristo Sá/AFP