Saúde

Porcentagem de pessoas infectadas pelo chikungunya crescem em 3.700 % em SP

O crescimento no número de casos de chikungunya está chamando a atenção do estado. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), somente no ano de 2021, surgiram 18,156 novos casos

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03 Dez 2021 - 11h15 | Atualizado em 03 Dez 2021 - 11h15

Segundo as informações apresentadas pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) na última terça (30), a quantidade de casos de chikungunya aumentou mais de 3.700% entre o ano de 2020 e 2021 no estado de São Paulo. Em comunicado, a secretaria alerta que os cidadãos colaborem para diminuir locais propícios para criadouro do mosquito - Aedes Aegypti - que transmite a doença.


(Mosquito Aedes Aegypti. Foto: Reprodução/Pixabay/Pexels)


Em 2020, em informações dadas pela SVS, o estado registrou 468 novos casos da doença. Além disso, somente esse ano o número subiu para 18.156, aumento percentual de 3.779,5%, um cenário bastante alarmante para a população. Outros dois estados que foram mais afetados pelo mosquito foram Pernambuco (29,7 mil) e Paraíba (9 mil), respectivamente.

 

Ainda que São Paulo tenha o crescimento no número de casos, as mortes derivadas da doença no Brasil caíram 64%. Inclusive, em todo o território, foram comunicados 90.147 casos e 10 óbitos. 

Conforme a urgência do cenário, os institutos responsáveis pela organização e elaboração da saúde pública insistem em dizer que o combate contra o Aedes tem que ser uma tarefa contínua e coletiva. "Toda comunidade precisa estar ciente que é papel de todos evitar a proliferação do Aedes aegypti. Entre as medidas que podem ser adotadas estão: evitar água parada em pequenos objetos, pneus, garrafas e vasos de planta; manter a caixa d’água sempre fechada e realizar limpezas periódicas; vedar poços e cisternas; descartar o lixo de forma adequada", diz o Ministério da Saúde em comunicado.

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Inclusive, como forma de incentivar essas ações, no dia 8 e 12 de novembro o Estado de São Paulo realizou a Semana de Mobilização contra o Aedes aegypti e escorpiões. Essa estratégia foi inserida pela primeira vez para a eliminação de criadouros e prevenção às doenças e acidentes. A Semana visou engajar a população, municípios e organizações públicas e privadas em atividades focadas na prevenção à dengue, chikungunya e zika vírus.

No encerramento do evento, o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, declara: “Pedimos a colaboração de todos nesta Semana de Mobilização e que as atividades que realizarmos neste período se tornem parte da rotina da população. Combater o Aedes e também os escorpiões é uma tarefa coletiva”.

 

Foto destaque: Aedes Aegypti. Reprodução/Shammiknr/Pixabay

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