Saúde e Bem Estar

Os riscos da automedicação e seu crescimento durante a pandemia

A automedicação já era uma prática que pode ser muito prejudicial a saúde e sempre foi algo presente no Brasil. Com a pandemia, remédios como a ivermectina e a hidroxicloroquina tiveram um aumento nas suas vendas, mesmo sem a eficácia comprovada.

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23 Ago 2021 - 18h00 | Atulizado em 23 Ago 2021 - 18h00

A pandemia do coronavírus têm impulsionado uma prática muito comum no Brasil: a automedicação. Medicamentos como a hidroxicloroquina e a ivermectina tiveram um aumento expressivo em suas vendas, mesmo sem quaisquer evidências científicas que comprovem as suas eficácias no tratamento da covid-19. Dados fornecidos pelo Conselho Federal de Farmácia apontarm que, em 2020, houve um aumento de 557,26% da venda da Ivermectina e a comercialização da hidroxicloroquina tiveram um salto de 963 mil para 2 milhões de unidades.

A prática da automedicação é muito comum entre as pessoas. Quem nunca tomou um remédio sem prescrição médica após sentir dores? Na maioria das vezes tomar remédio por conta própria se mostra como uma solução para o alívio quase que imediato de alguns sintomas. Mas é preciso ter atenção, pois essa prática pode ser altamente prejudicial à saúde.


(Imagem: reprodução/ pixabay)


Por definição, se automedicar é o ato de ingerir remédios para aliviar sintomas, sem qualquer orientação médica no diagnóstico, prescrição ou acompanhamento do tratamento. Desse modo, é muito perigoso esta prática, já que pode causar intoxicações, dependência, reações alérgicas, resistência a medicamentos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% dos remédios são prescritos, vendidos de forma inadequada e, também, metade dos pacientes não utilizam os medicamentos da forma correta.

A Anvisa, por sua vez, comunicou que "é preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa prática que pode causar reações graves, inclusive óbitos”.

Efeitos negativos da automedicação

Um dos problemas de se automedicar, existe o risco de intoxicação, já que os remédios vendidos sem a necessidade de uma receita médica são usados, na maioria das vezes, para tratar problemas simples, as pessoas têm o hábito de consumi-las em uma grande quantidade, resultando, em muitas vezes, na intoxicação.

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Outro risco é a interação medicamentosa, que acontece quando um medicamento ingerido entra em contato com outro de uso constante. Dessa forma, os remédios podem tanto anular o efeito do outro quanto potencializar os efeitos colaterais.  

Um simples medicamento para tratar dor de cabeça, ou qualquer outro tipo de dor, pode causar reações adversas graves. E utilizá-los de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença. Se for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada, pois o uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos”, afirma Marcelo Murad, gerente de Medicamentos e Materiais do HCor.

 

(Foto destaque: Reprodução/pexels)

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