Saúde

Ômicron: o que os cientistas sabem até agora sobre a nova variante da Covid

A OMS e os cientistas seguem investigando a variante Ômicron. Pelo que os dados indicam, a vacina impede o desenvolvimento de casos graves por infecção com a Ômicron.

3 min de leitura
05 Dez 2021 - 22h00 | Atualizado em 05 Dez 2021 - 22h00

Desde a primeira notificação sobre a variante Ômicron, feita em 24 de novembro, os cientistas têm pesquisado sobre os efeitos das vacinas e de possíveis tratamentos em relação a ela. Diante disso, algumas descobertas já foram feitas e outras seguem em análise. A seguir, veja o que se sabe por enquanto.

De acordo com a OMS, a Ômicron tem mostrado ser mais transmissível que as outras variantes, mas isso ainda não está definido. Na África do Sul, por exemplo, houve um aumento de casos de Covid em áreas onde esta variante está circulando; contudo, ainda será definido se esse aumento foi por conta da nova variante ou por outros fatores.


Cientistas seguem investigando a variante Ômicron para confirmar dados. (Foto: Reprodução/Getty Images)


Os sintomas da Ômicron são diferentes dos da Delta, mas assemelham-se aos da Beta. Cansaço, dores musculares, coceira na garganta e garganta arranhando foram as queixas mais comuns observadas pela médica sul-africana Angelique Coetzee entre os primeiros pacientes. Em alguns casos, também havia febre baixa e tosse seca. A Delta, por outro lado, é caracterizada por pulsação elevada, baixos níveis de oxigênio e perda de olfato e de paladar.

Em caso de suspeita, um teste eficaz para diagnosticar a nova variante é o PCR e, posteriormente, ela pode ser confirmada pelo sequenciamento do material genético do vírus.

Ainda segundo a OMS, aparentemente, os riscos de reinfecção com a Ômicron são maiores do que com outras variantes preocupantes; mais dados sobre isso serão disponibilizados nos próximos dias e semanas.


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No caso de confirmação da infecção e de um caso grave, o tratamento é o mesmo para todas as variantes: corticosteroides (como a dexametasona) e medicamentos bloqueadores da interleucina-6 (como tocilizumabe e sarilumabe) são os mais indicados.

Em relação à vacina, ainda não se sabe se a eficácia das vacinas disponíveis no momento é menor para a Ômicron. Contudo, os dados por enquanto mostram que as pessoas vacinadas não vão desenvolver uma doença grave.

De qualquer forma, as autoridades seguem recomendando o mesmo: a vacinação, o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social.

 

Foto destaque: Sars cov2, vírus que causa a Covid-19. Reprodução/Organização Pan-Americana de Saúde

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