Após ondas de ataque ao ministro do Supremo Tribunal Eleitoral (STF), Alexandre de Moraes, iniciadas pelo grupo de mídia do presidente norte-americano Donald Trump, a corte brasileira vem exigindo respostas ao Itamaraty. Alguns constituintes defendem ações como assédio e ataque institucional e, além disso, cobram formalizar uma atitude diplomática entre os dois países.
Uma informação divulgada pela coluna da jornalista Daniela Lima, do G1, diz que os ministros da suprema corte defendem que não é possível “assistir” as investigações ordinárias como “constrangimento institucional” sem pronunciamento.
Estratégia de constrangimento
De acordo com um membro da Primeira Turma do STF, o ataque não passa de um “plano” para constranger o Supremo e o Judiciário e enfraquecer a autoridade do tribunal. O que está em jogo, segundo ele, é a “integridade da instituição”, visto que as investidas não são isoladas.
Um projeto proposto no Congresso americano sugere barrar a entrada de Moraes nos Estados Unidos, assim como Musk sugere retirar os investimentos do ministro do país. Mas pela última vez, não existem dados suficientes. Enquanto isso, Moraes se mantém firme. O importante, no momento, é manter a diplomacia em ambas as nações para uma política de respeito e reciprocidade entre as cortes.
Plataforma Rumble (Getty Images Embed/Nurphoto)
O que aconteceu
A Trump Media & Tecnology Group (TMTG), empresa criada por Trump, em conjunto com a Rumble, plataforma de vídeos, acionou a Justiça americana com denúncias de censura diante das decisões tomadas por Moraes para suspender algumas contas e usuários nas redes sociais.
Em pronunciamento, o CEO da Rumble, Chris Pavlovcki, afirmou que “não cumprirá suas ordens ilegais” e chamou o ministro para um encontro no tribunal. No entanto, uma análise feita pelo doutor em Direito Internacional Paulo Lugon à Agência Brasil revela ser “descabida” e representa “uma afronta à soberania brasileira”.
O especialista acrescentou ainda o questionamento de como um juiz de um estado americano, vai processar um ministro de uma Corte Superior de outro país. Segundo Lugon essa é somente uma estratégia para determinar que o Brasil é uma nação pautada na censura.
Foto destaque: Ministro Alexandre de Moraes sofre ataques dos EUA (Reprodução/Getty Images Embed/Nurphoto)