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Alexandre de Moraes nega coação a Mauro Cid por acordo de delação

Afirmação ocorreu durante o julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que poderá tornar Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado

25 Mar 2025 - 20h00 | Atualizado em 25 Mar 2025 - 20h00
Alexandre de Moraes nega coação a Mauro Cid por acordo de delação Lorena Bueri

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou durante a Sessão da Primeira Turma, nesta terça-feira (25), que tenha coagido Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, para firmar o acordo de delação premiada.

Moraes faz parte da Primeira Turma do STF, que ainda conta com os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, o presidente. Os juízes julgam o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por conta de uma tentativa de golpe de Estado. Durante o seu voto, nesta terça, o ministro afirmou que houve, por diversas vezes, houve pedidos para que Cid colaborasse de maneira voluntária no caso.

Pedido de anulação negado

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu para que a delação premiada de Mauro Cid fosse cancelada. Celso Vilardi, advogado do ex-presidente admite que todos os elementos e a conversa do Tenente Coronel estão nos autos, o que não está é a completude da mídia. Apesar da alegação, todos os ministros votaram favoravelmente para que o acordo de colaboração de Cid fosse mantido.

O depoimento foi a base para a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa Bolsonaro e outras pessoas pelo envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após a derrota do candidato do Partido Liberal nas últimas eleições gerais. 

O ministro Cristiano Zanin afirmou que a o depoimento atende exatamente os termos da lei. Já Luiz Fux viu as nove delações de um mesmo colaborador com muita ressalva. Ainda assim, votou para que a validade depoimento fosse mantida. Cármen Lúcia acredita que a delação serve para observar o que houve naquele ambiente. 

Para Flávio Dino, Moraes cumpriu um dever, e que seria grave se não houvesse audiência do vazamento dos áudios a respeito de uma possível coação do Tenente-Coronel.


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Mauro Cid, ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Mateus Bonomi/Anadolu Agency/Getty Images Embed)


Criticas as redes

O ministro também fez menção às chamadas "milícias digitais", afirmando que há uma tentativa de manipulação de trechos do julgamento com o propósito de promover desinformações. Segundo Moraes, as especialidades desses grupos são a produção e distribuição de mentiras com o intuito de intimidar o Poder Judiciário. Disse também que a liberação dos vídeos das delações e provas envolvidas no caso foi justamente para combater essas narrativas.

Moraes afirmou ainda que o Poder Judiciário não será intimidado por esses grupos, seja com polícia, milícias digitais nacionais ou até mesmo estrangeiras, pois o Brasil é um país soberano e independente.

Foto destaque: Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) (Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)

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