Bem Estar

Pesquisa aponta para a desvalorização dos cuidadores e as dificuldades que eles sofrem

Entenda um pouco sobre a classe dos cuidadores no Brasil que sofrem por problemas financeiros, emocionais, físicos e outras questões que acabam desvalorizando esses profissionais.

3 min de leitura
20 Set 2021 - 19h19 | Atulizado em 20 Set 2021 - 19h19

A pesquisa 'Cuidadores do Brasil' foi feita pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em uma parceria com a Veja Saúde que, por sua vez, traçou o perfil e pontuou os desafios dos cuidadores no Brasil. No total, foram ouvidos 2.534 cuidadores de todas as regiões do país, trazendo à tona uma falta de valorização desta função no país. Vale a pena apontar que o estudo contata tanto com os cuidadores profissionais quanto os familiares que passaram a exercer tal função.

Devido ao estudo, houve uma comprovação de que a maioria dos cuidadores são idosos cuidando de outros idosos, uma vez que 59% dos cuidadores têm 50 anos ou mais e 27% se encontram na faixa dos 60 anos. Ainda aponta que a maioria dos participantes exercem essa função por não terem renda para contratar um profissional adequado e por serem o familiar mais próximo. Outro ponto interessante a se observar é o fato de que, aproximadamente, 78% dos familiares não possuem curso adequado para este trabalho e não são da área da saúde.


Pesquisa aponta para a desvalorização dos cuidadores e as dificuldades que eles sofrem. (Foto: Reprodução/ Pixabay )


“A responsabilidade é enorme, mas tem pouco respaldo profissional. A jornada de trabalho é diária para oito em cada dez familiares e muitos deles não têm com quem revezar. O impacto emocional não é prerrogativa dos familiares, pois 48% dos profissionais dizem que também o sentem”, afirma Marlene Oliveira, fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

 

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A presidente reforça o fato que, aproximadamente, 40% dos participantes entendem que a ocupação é altamente desvalorizada no Brasil e que existe uma necessidade de reverter este quadro. Além disso, quase metade dos participantes já pensaram em renunciar à atividade, porém apenas 3% fizeram de fato. Isso pode estar ligado, também, ao desgaste físico e emocional dos cuidadores, já que 48% sofrem com estresse e um em cada cinco com insônia, além de serem comuns relatos de lesões e dores devido à esforço repetitivo.

 

Foto Destaque: Cuidadora de idosos. Reprodução/ Pexels

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