Bem Estar

Misofonia: Você pode sofrer e não sabe

O transtorno surge no final da infância, mas também pode ser adquirido. Normalmente, o ouvido está impecável, mas há alteração de ondas cerebrais com ondas mais rápidas, que causam uma hipersensibilidade

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16 Set 2021 - 21h13 | Atulizado em 16 Set 2021 - 21h13

Carros, buzinas, música ao vivo, alarmes, obras, foguetes, conversas altas... quem mora em metrópoles, principalmente, sofre com esses barulhos, mas não devemos nos acostumar a essa situação.

Poucos sabem, mas existe uma doença relacionada ao fato. É a hipersensibilidade a sons. Existem pessoas que se irritam não só com essa poluição sonora, mas também com atividades simples, como o som do toque da caneta e do bater no teclado, por exemplo. Esse incômodo excessivo é chamado de misofonia, ou seja, “aversão ao som”, uma verdadeira intolerância a pequenos barulhos. Conhecida também como Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, a misofonia é caracterizada por uma hipersensibilidade aos sons cotidianos, como uma torneira pingando ou uma pessoa mascando chicletes.

O transtorno surge no final da infância, mas também pode ser adquirido. Normalmente, o ouvido está impecável, mas há alteração de ondas cerebrais com ondas mais rápidas, causando uma hipersensibilidade. “É um distúrbio, uma irritação da cóclea, conhecida como o ‘caracol do ouvido’”, explica o otorrinolaringologista Everaldo Silva. Há graus de classificação para a misofonia. A doença apresenta onze níveis e o diagnóstico é feito por exames específicos. “Quando a pessoa já começa a sentir esses sintomas de hipersensibilidade auditiva, é aconselhável procurar um especialista para fazer os exames e, então, realizar o tratamento clínico”, esclarece o médico.

Se não for tratada corretamente, a doença causa sérios problemas pessoais levando a pessoa a um isolamento social e podendo se tornar histérica ou até mesmo violenta. No entanto, as consequências podem ser ainda piores. “Não é não comum, mas em alguns casos pode chegar à perda auditiva isolada”, alerta Everaldo.

 

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A misofonia pode atrapalhar sua vida social e causar isolamento e depresão (Foto: Reprodução/Canva)


Convivendo com o problema

Mesmo que o paciente consiga controlar a irritação e a angústia com determinados sons,  não há cura para o problema, mas as terapias e mudanças de hábitos alcançam  resultados mais do que satisfatórios. Essa possibilidade vem através da motivação dos portadores do quadro, a fim de buscar tratamentos.  

O portador de misofonia pode ter prejuízo das suas relações pessoais, pois se sente perturbado com barulhos que as pessoas fazem. Ao não tratar a enfermidade, o resultado pode até mesmo chegar ao total isolamento social.

Procure formas de reduzir os sentimentos ruins que determinados barulhos causam e busque um especialista imediatamente. Se você começar a sentir incômodos com barulhos simples que antes não sentia, procure um médico o mais rápido possível. Quanto antes você começar a se tratar, melhor para a sua saúde e para o seu bem-estar.

 

Foto destaque: Misofonia: Você pode sofrer e não sabe. Reprodução/Canva

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