No Fantástico, Karol Conká reflete sobre seu cancelamento e relembra racismo na infância: ‘Meu sonho era ser branca’

Publicado 01 de Mar de 2021 às 15:36

Após ser eliminada do reality show Big Brother Brasil com o maior recorde de rejeição na história do programa, 99,17%, Karol Conká segue tentando reconstruir sua imagem. Em entrevista ao Fantástico, neste domingo (28), a rapper refletiu sobre seu cancelamento na internet e aproveitou para contar um pouco mais sobre a sua trajetória. 

De acordo com a curitibana, sua história com o rap teve início na escola, quando começou a fazer música para fugir do preconceito e conseguir se enturmar. “Foi tipo uma gincana. Cada um entregava alguma coisa e eu falei: ‘deixa que eu escrevo um som’. Desde aquele dia, os meninos pararam de me xingar. Aí eu não era só a ‘neguinha boba’, eu era a Karol Conká, a menina que faz umas rimas, que entende de rap”, contou.

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A artista, que teve contratos cancelados e perdeu milhares de seguidores durante o confinamento, assumiu não saber lidar com a rejeição e que isso é algo que vem desde sua infância. Segundo ela, a rejeição na escola foi algo muito presente durante seu tempo de estudante, sendo o racismo um dos grandes fatores. “Teve um momento marcante da professora falar: ‘Você não vai conseguir resolver essa equação porque você é preta e você nasceu para limpar privadas’”, disse.


Karol Conká Globo

Karol Conká se emociona do Fantástico (Foto: Reprodução/ Globoplay)


Contando mais um pouco de sua juventude, Karol relatou também alguns traumas vividos durante a época. “Um menino no colégio falou: ‘mergulhe numa piscina de água sanitária para falar comigo’. Eu fiquei pensando: mas porque? Eu vi que era porque dissolvia a cor, aí eu molhei o dedo e fiquei passando no braço para ver se dava efeito”. 

“Quando eu era criança e acreditava em Papai Noel ainda, eu pedia na carta para ser branca. Meu sonho era ser branca para não sofrer”, continuou Conká, relembrando os efeitos do racismo em sua infância. 

Questionando Karol sobre as atitudes na casa, a repórter Ana Carolina Raimundi utilizou de uma analogia apontada pelo público, em que o oprimido teria se tornado opressor. A artista, em contrapartida, disse não compactuar com isso, alegando ter achado seu comportamento péssimo. 

 

 

 

(Foto Destaque: Karol Conká no Fantástico. Reprodução/ Globoplay)

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