Nesta terça-feira (13) o senador republicano, Marco Rubio, anunciou um projeto bipartidário para banir a plataforma de vídeos “TikTok” nos Estados Unidos. A ação aumenta a pressão sobre a Bytedance, companhia chinesa que é dona da plataforma, em meio temores do EUA de que a rede social possa ser usada para espionar ou até mesmo censurar norte-americanos.
Em comunicado, o gabinete de Marco Rubio afirmou que a legislação bloquearia todas as transações de qualquer empresa de mídia que estejam sob influência governamental de “países de preocupação” dos EUA, como China, Rússia, Cuba, Coreia do Norte, Irã e Venezuela
Um projeto de lei complementar na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos é patrocinado pelo democrata Raja Krishnamoorthi e o congressista republicano Mike Gallagher.
Mike Gallagher e Raja Krishnamoorthi. (Foto:Reprodução/Montagem/ChicagoBussiness)
Em novembro, Chris Wray, diretor do FBI, disse em uma audiência que as operações do TikTok nos Estados Unidos levantam preocupações de segurança nacional, sinalizando o risco de que o governo chinês possa aproveitá-lo para influenciar os usuários ou controlar seus dispositivos.
Utah e Alabama se juntaram na última segunda-feira (11) a outros estados do EUA para proibir o uso da plataforma em dispositivos do governo estadual.
"É preocupante que, em vez de encorajar o governo a concluir sua revisão de segurança nacional do TikTok, alguns membros do Congresso tenham decidido promover, de forma política, a proibição, que não fará nada para reforçar a segurança nacional dos EUA", disse um porta-voz do TikTok, Segundo o Reuters.
Em 2020, o ex-presidente, Donald Trump, tentou impedir que novos usuários baixassem o TikTok e planejava banir as operações da plataforma, mas perdeu uma série de batalhas judiciais sobre a medida.
Em junho de 2021, o presidente Joe Biden retirou as ordens executivas de Trump que buscavam proibir os downloads, instruindo o Departamento de Comércio a conduzir uma revisão das questões de segurança apresentadas pelo app.
Foto Destaque: Logo TikTok. Reprodução/Reuters.