Segundo várias pesquisas em 40 países diferentes com mais de 170 mil poços subterrâneos, a água no mundo está se esgotando muito rápido e isso preocupa pesquisadores. Esse foi o primeiro estudo global que busca mostrar essa situação em diferentes lugares do mundo.
O estudo
A iniciativa tem o objetivo de mostrar a real situação desses poços subterrâneos e averiguar quais são as principais causas que influenciam a essa baixa quantidade de água que vem crescendo de tempo em tempo. Essas águas que ficam em buracos de rochas permeáveis são a salvação para as regiões onde a escassez de água é frequente em grande parte do ano, como é o caso do nordeste no Brasil, o noroeste da Índia e o sudoeste dos Estados Unidos.
A grande preocupação dos pesquisadores é a consequência que essa baixa quantidade de água que cresce a cada ano pode levar para as pessoas. Aos que vivem da agricultura em regiões mais secas, a falta desses poços pode levar a fome, pois sem água não tem como irrigar o solo e também a sede, uma grande vilã do homem.
Agricultura na seca do Nordeste (Foto: reprodução/Diário do Nordeste)
Uma professora associada ao Programa de Estudos Ambientais da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, em um comunicado à imprensa da revista Nature explicou o motivo desse estudo ter chego onde chegou e disse que foi por curiosidade. “Queríamos compreender melhor o estado das águas subterrâneas globais, analisando milhares de medições do nível das águas subterrâneas”, comentou ela.
Dados de décadas anteriores
De acordo com os autores da pesquisa, entre os anos 2000 e 2022, o nível da água de 1693 poços subterrâneos diminuiu 71%. O aquífero Ascoy-Soplamo, na Espanha foi o que mais teve baixa na quantidade de água durante o tempo de estudo. Em média foram 2,95 metros de perda de água por ano.
O estudo utilizou dados de 542 aquíferos estudados entre os anos 1980 e 2000 e descobriu que a aceleração na baixa da quantidade de água teve um grande aumento nas primeiras duas décadas do século 21.
Foto destaque: 1693 aquíferos no mundo tiveram baixa de 71% na quantidade de água entre os anos 2000 e 2022 (Reprodução/Água Mineral Treze Tílias)