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Governo Trump ameaça suspender recursos educacionais de universidades dos EUA

Harvard; Columbia e Johns Hopkins estão na mira de Trump enquanto universidades denunciam perda de liberdade de expressão e pressão política nas instituições

02 Abr 2025 - 00h01 | Atualizado em 02 Abr 2025 - 00h01
Governo Trump ameaça suspender recursos educacionais de universidades dos EUA Lorena Bueri

Uma das promessas feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump enquanto concorria nas eleições de 2023, era recuperar as instituições de ensino da esquerda radical e promover investigações nas universidades por “discriminação racial” caso fosse eleito. Como a reeleição, Trump seguiu com o prometido, e iniciou uma política de “pressão máxima” contra as universidades, e investiga atos de discriminação e antissemitismo contra cerca de 100 instituições, que correm risco de cortes de verbas do governo. Alguns nomes como Harvard estão na lista de inquérito.

A Universidade de Columbia, é uma das citadas por ser palco de protestos contra a guerra em Gaza, ato este que gerou diversas críticas de democratas e republicanos. Ela está sob investigação por ter permitido atos de antissemitismo (discriminação e discurso de ódio contra os judeus), o que culminou na suspensão de US$ 400 milhões (R$ 2,27 bilhões) em verbas no começo do mês passado pelo governo federal.


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 Universidade de Harvard nos Estados Unidos (Foto reprodução/Scott Eisen/ Getty Imagens Embed)


Suspensão de recursos das universidades

Além da Universidade de Columbia que perdeu US$ 400 milhões em verbas do governo por permitir atos de antissemitismo, nomes como Universidade Johns Hopkins, que é um dos principais centros de pesquisa científica dos Estados Unidos, teve US$ 800 milhões (R$ 4,54 bilhões) suspensos. Já Harvard, a universidade mais rica do mundo, segue na mira de Trump e também pode perder investimento do governo que anunciou nesta segunda-feira (31) na Casa Branca, uma revisão de mais de US$ 9 bilhões (R$ 51 bilhões) em contratos e financiamentos, afirmando que a universidade não protege seus estudantes judeus de atos de repúdio e promove “ideologias divisórias através da pesquisa livre”, o que prejudica a segurança e bem-estar geral.

Segundo informações da agência Associated Press, as 100 universidades investigadas por ordem do presidente receberam recursos federais de US$ 33 bilhões (R$ 187 bilhões) só entre os anos de 2022 e 2023. Esse valor corresponde a 13% de seus orçamentos, mas em alguns, o percentual ultrapassa, como o caso de Johns Hopkins, que recebeu US$ 4 bilhões (R$ 22,7 bilhões) em financiamentos federais, o que foi 40% aproximadamente do seu orçamento.

A Universidade de Columbia, recebeu US$ 1,2 bilhão (R$ 6,82 bilhões) entre 2022 e 2023, equivalente a um quinto de seu orçamento geral, mas após perder os US$ 400 milhões em verbas, cedeu aos critérios estabelecidos por Trump, e no final do mês passado, a anunciou que adotará medidas inclusivas como o banimento de máscaras, a presença de agentes de segurança e a supervisão externa do Departamento de Estudos do Oriente Médio.

Cenário atual das universidades americanas

Um dos discursos adotados pelas universidades é que a liberdade de expressão deve ser considerada. Para Mauricio Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha: "As universidades americanas estão entre as melhores do mundo, e há muitas razões para isso, como a quantidade de recursos, mas entra também a questão da liberdade de expressão, do ambiente político." Afirmou em entrevista ao GLOBO e, completa que outros assuntos preocupantes também ultrapassam as salas de aulas dessas universidades, como direitos humanos, discriminação racial, identidade de gênero e situações de conflitos no Oriente Médio.

A Universidade Princeton, anunciou nesta terça (1º) que enfrenta um corte em verbas federais de pesquisas. Assim como o caso de Columbia, a universidade também é investigada por investigada por supostos atos de antissemitismo. 

Mesmo cedendo as imposições do governo Trump, as universidades podem sofrer retaliações e cortes por parte dos doadores, o que agrava o prestígio e as pesquisas fundamentais realizadas por essas universidades. Desde a posse de Donald Trump, alguns estudos, como de gênero e questões climáticas, tiveram verbas suspensas, e até conteúdos sobre minorias foram excluídos de sites de agências e órgãos federais. Em uma publicação do New York Times, o economista Charlie Eaton cita os fundos patrimoniais bilionários, nas das instituições como Columbia e Harvard, e garante que eles podem usá-los para compensar as perdas de verbas: "Eles têm condição, mas a questão é por quanto tempo estariam interessados ​​em suportar esse nível de pressão." Completa.

Segundo estudo da Associação Nacional de Executivos de Universidades e da gestora de ativos Commonfund, 658 universidades nos EUA possuem, juntas, US$ 873,7 bilhões (R$ 4,96 trilhões) em fundos arrecadados que são usados para pagamentos de despesas atuais e futuras, podendo ser utilizadas também para pesquisas. Mesmo com esse recurso em meio a crise, alguns especialistas acreditam que não serão suficientes: "A maior parte desse dinheiro foi colocada para um propósito específico." Afirmou Scott Bok, ex-reitor da Universidade da Pensilvânia à NBC.

O Governo de Trump também ameaça aumentar a taxação dos fundos, que até 2017, eram praticamente isentos, onde as universidades com mais de 500 estudantes e fundos patrimoniais de mais de US$ 500 mil (R$ 2,84 milhões) por estudante foram taxadas em 1,4% de imposto. Atualmente, o governo prevê um aumento para 21%, o mesmo aplicado a empresas e corporações. 

Em carta aberta divulgada pela presidente da Universidade Brown, Christina Paxson, no dia 20 de março, afirma que a liberdade acadêmica e de expressão é um dos princípios fundamentais das universidades e que, mesmo diante da ameaça de Trump, defenderia os direitos legais pela liberdade.

Foto destaque: fachada da Universidade de Harvard (reprodução/Instagram/@harvard)

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