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Proposta de taxação de compras internacionais foi vetada por Lula, diz Haddad

Ministro da Fazenda assume desejo de criar imposto; cita governadores e fala de pressão do varejo sobre o congresso para evitar fechamento de lojas por tributação desigual

22 Mar 2025 - 16h30 | Atualizado em 22 Mar 2025 - 16h30
Proposta de taxação de compras internacionais foi vetada por Lula, diz Haddad Lorena Bueri

Em entrevista a um podcast na última sexta-feira, (21), o ministro da fazenda Fernando Haddad abordou vários assuntos, e ao falar do domínio das redes sociais e desinformação que ela gera, foi levantado o assunto do vídeo do Deputado federal Nicolas Ferreira, que falava sobre o Pix e taxação das "blusinhas", que faz referência a cobrança de impostos nas compras internacionais acima de US$ 50, e Haddad lembrou do desgaste que o governo sofreu com isso.

Lula não permitiu

Ao abordar o assunto, Haddad afirmou que foram os governadores dos 27 estados que começaram a cobrar o referido imposto e, citou três desses governadores: Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Tarcísio de Freitas (SP), e acrescentou: “eles que começaram a cobrar em agosto de 2023”. O ministro confessou que queria criar o imposto sobre as compras internacionais que excedessem os US$ 50, pois o imposto era regulatório e que bastaria uma portaria assinada por ele para ser cobrado, mas esclareceu que o presidente Lula não permitiu.


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Ministro da Fazenda Fernando Haddad (Foto:reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)



Explicação do Ministro

O ministro falou que o varejo fez pressão no Congresso alegando que cobrar apenas o ICMS das importações não era suficiente porque eles pagavam o ICMS e o PIS COFINS. Diante dessa pressão, todos os partidos votaram a favor do imposto de importação e frisou: “inclusive o PT e o PL”. Haddad falou que a razão da criação imposto foi que muitas lojas estavam fechando em 2022, e que com essa taxação produziria uma concorrência justa entre o varejo e as compras internacionais, e enfatizou que o presidente Lula se posicionou contra a cobrança do imposto.

Fernando Haddad voltou a falar sobre o desgaste que o governo sofreu quando decidiu fazer o monitoramento de transações, via Pix, que ultrapassassem os R$ 5 mil mensais, disse que a medida previa fiscalizar movimentações criminosas, que isso é uma exigência da segurança pública e ressaltou que o pagamento via pix é equiparado ao pagamento em espécie e, que por esse motivo não cabe cobrança de taxas adicionais.

Foto destaque: Ministro Haddad e presidente Lula (Reprodução/Evaristo SA/Getty Images Embed)

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