Eduardo Bolsonaro fala em candidatura e campanha virtual nos EUA

Deputado licenciado planeja candidatura à presidência se o pai não puder concorrer e propõe campanha virtual dos Estados Unidos, onde está desde fevereiro

29 ago, 2025
Eduardo Bolsonaro deseja mandato à distância, nos Estados Unidos (Foto: reprodução/Gage Skidmore/Wikimedia Commons)
Eduardo Bolsonaro deseja mandato à distância, nos Estados Unidos (Foto: reprodução/Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) revelou, nesta sexta-feira (29), que poderia buscar outro partido para concorrer à presidência caso seu pai, Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, não dispute. Ele também acenou para uma possível campanha virtual, em razão de seu exílio nos Estados Unidos.

Possível saída do PL e mandato remoto

Alegando perseguição política, Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano. Ele propôs à Câmara dos Deputados a possibilidade de exercer seu mandato remotamente, após sua licença de 120 dias expirar. Resta ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidir se o pedido será aceito ou negado.


Eduardo Bolsonaro em entrevista coletiva (Foto: reprodução/Lula Marques/Agência Brasil)

Em seu terceiro mandato como deputado, ele também mostrou desejo em fazer uma “campanha virtual”. Seu argumento é de que, caso seja aprovada a solução tecnológica, poderá ser capaz de participar de comissões à distância. Eduardo considera deixar o Partido Liberal caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se filie ao PL, sendo cotado como presidenciável.

Acusações e sanções externas

Eduardo é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente articular contra o Judiciário brasileiro e apoiar sanções dos EUA contra o Brasil, incluindo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas desde 6 de agosto. Ele admitiu ter sugerido sanções individuais contra o ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Donald Trump, mas Trump optou por medidas econômicas mais amplas, visando o que Eduardo chamou de “aparato financeiro” que sustenta o governo brasileiro.


Deputado espera retorno ao mandato de maneira remota (Foto: reprodução/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O deputado enfrenta quatro representações no Conselho de Ética da Câmara, movidas por PT e PSOL, que pedem sua cassação por quebra de decoro, acusando-o de conspirar contra o STF e apoiar retaliações externas. O presidente Lula, em entrevista na quinta-feira (28), defendeu a perda do mandato, chamando Eduardo de “traidor”. Enquanto isso, o parlamentar insiste na possibilidade de uma campanha presidencial virtual, caso dispute a eleição, e aposta em uma eventual anistia para seu pai.

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