Porcentagem de pessoas infectadas pelo chikungunya crescem em 3.700 % em SP
O crescimento no número de casos de chikungunya está chamando a atenção do estado. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), somente no ano de 2021, surgiram 18,156 novos casos

Segundo as informações apresentadas pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) na última terça (30), a quantidade de casos de chikungunya aumentou mais de 3.700% entre o ano de 2020 e 2021 no estado de São Paulo. Em comunicado, a secretaria alerta que os cidadãos colaborem para diminuir locais propícios para criadouro do mosquito – Aedes Aegypti – que transmite a doença.
(Mosquito Aedes Aegypti. Foto: Reprodução/Pixabay/Pexels)
Em 2020, em informações dadas pela SVS, o estado registrou 468 novos casos da doença. Além disso, somente esse ano o número subiu para 18.156, aumento percentual de 3.779,5%, um cenário bastante alarmante para a população. Outros dois estados que foram mais afetados pelo mosquito foram Pernambuco (29,7 mil) e Paraíba (9 mil), respectivamente.
Ainda que São Paulo tenha o crescimento no número de casos, as mortes derivadas da doença no Brasil caíram 64%. Inclusive, em todo o território, foram comunicados 90.147 casos e 10 óbitos.
Conforme a urgência do cenário, os institutos responsáveis pela organização e elaboração da saúde pública insistem em dizer que o combate contra o Aedes tem que ser uma tarefa contínua e coletiva. “Toda comunidade precisa estar ciente que é papel de todos evitar a proliferação do Aedes aegypti. Entre as medidas que podem ser adotadas estão: evitar água parada em pequenos objetos, pneus, garrafas e vasos de planta; manter a caixa d’água sempre fechada e realizar limpezas periódicas; vedar poços e cisternas; descartar o lixo de forma adequada”, diz o Ministério da Saúde em comunicado.
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Inclusive, como forma de incentivar essas ações, no dia 8 e 12 de novembro o Estado de São Paulo realizou a Semana de Mobilização contra o Aedes aegypti e escorpiões. Essa estratégia foi inserida pela primeira vez para a eliminação de criadouros e prevenção às doenças e acidentes. A Semana visou engajar a população, municípios e organizações públicas e privadas em atividades focadas na prevenção à dengue, chikungunya e zika vírus.
No encerramento do evento, o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, declara: “Pedimos a colaboração de todos nesta Semana de Mobilização e que as atividades que realizarmos neste período se tornem parte da rotina da população. Combater o Aedes e também os escorpiões é uma tarefa coletiva”.
Foto destaque: Aedes Aegypti. Reprodução/Shammiknr/Pixabay