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Site 'Enjoei' investe em plataforma de hackers para proteger dados de clientes

A empresa e-commerce Enjoei fechou uma parceria com a BugHunt e oferecem até 1.500 a hackers para relatar bugs relacionados a vulnerabilidade e exploração de segurança.

3 min de leitura
10 Set 2021 - 14h35 | Atulizado em 10 Set 2021 - 14h35

Os ataques cibernéticos tem se massificado durante 2021, com a segurança de dados sendo exposta no mundo – com o Brasil entre os principais países que sofrem de ataques de hackers, apenas no primeiro trimestre de 2021 foram mais de 3 bilhões de tentativas de invasões cibernéticas, segundo um levantamento da Fortinet.
Para driblar este cenário, o e-commerce "Enjoei" fechou uma parceria com a BugHunt, plataforma brasileira de Bug Bounty – programa de recompensas por bugs que oferecem dinheiro por relatar bugs relacionados a exploração de segurança – e vai recompensar hackers em até 1.500 reais pela identificação de vulnerabilidade e falhas encontradas em seu sistema.

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Marcas como OLX, Webmotors e a Banco Máximo possuem também parceria com a plataforma de ‘hackers aliados’, que está se tornando o favorito das empresas. “Quando os especialistas reportam uma vulnerabilidade, o Enjoei deve rodar os processos internos de gerenciamento da vulnerabilidade para que seja corrigida de forma eficiente, no menor tempo possível e com a maior qualidade possível. Isso ajuda a melhorar o processo interno, além de aproximar o time de segurança dos times de desenvolvimento”, disse Caio Telles, CEO da BugHunt.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que entrou em vigor em agosto deste ano e multa empresas pelo vazamento de dados causados por hackers é o primeiro motivo para a mobilização de companhias como a Enjoei. Segundo a Bughunt, as falhas mais encontradas no sistema das empresas têm sido as que podem expor dados pessoais, o que pode gerar multa.


Vazamento de dados por hackers crescem no Brasil.(Reprodução/Seskan Monghonkhamsao/Getty Images)


Outros motivos envolvem o aumento de tráfego na plataforma, indicativo para a necessidade de amadurecer o nível de segurança da Enjoei. No primeiro trimestre de 2021, o aplicativo da marca foi baixado por 5,7 milhões de pessoas, quase cinco vezes mais que em 2020 durante o mesmo período. O valor bruto de mercadoria também dobrou, para 172 milhões de reais.

“Temos preocupação extrema com as informações dos usuários e da nossa operação. Não armazenamos dados de cartão de crédito. Dados pessoais, como endereço e CPF, são, sempre que possível, criptografados", disse Carlos Brando, diretor técnico do Enjoei. “Se estamos oferecendo recompensa para quem encontrar brechas, é porque confiamos na nossa infraestrutura e estamos comprometidos em melhorar”, complementa.

 

(Foto Destaque:  Site 'Enjoei' investe em plataforma de hackers para proteger dados de clientes. Reprodução/B3/Cauê Diniz)

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