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Rodolfo Landim e outros quatro são denunciados por praticarem esquema fraudulento

Justiça aceitou denuncia feita ao presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e outras quatro pessoas por aplicarem esquema fraudulento. Prejuízo contabiliza cerca de R$ 100 milhões.

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04 Nov 2021 - 21h00 | Atulizado em 04 Nov 2021 - 21h00

A 10ª Vara Federal Criminal aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal de Brasília contra o atual presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, entre outros quatro participantes, por ações criminosas na administração de um fundo de pensão. Além de Landim, os outros integrantes do esquema são: Demian Fiocca, Nelson José Guitti Guimarães, Geoffrey David.


Presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, em coletiva (Reprodução: Pedro Ladeira/Folhapress)


Segundo o Ministério Público, o grupo praticava ações de gestão fraudulenta de instituição financeira que se igualava a aplicar recursos do FIB Brasileiro Petróleo 1 na empresa americana  DEEPFLEX INC. A denúncia, a grosso modo, acusa os cinco de investirem, de maneira indireta, no exterior por meio de ações compradas de companhia americana a partir de uma entidade legal brasileira.

A aplicação financeira acontece através de “atos com contornos de aparente fraude", segundo o MPF. A afirmação se justificou pela finalidade de buscar uma maneira de contornar a proibição do Ministério feita para que invalidasse a os investimentos feitos para o exterior, por isso os gestores recorreram a uma entidade legal do Brasil, por onde seria aplicado a matriz da companhia. Os atos, segundo a denúncia, estipulam mais de R$ 100 milhões.

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"Tais fatos levaram ao prejuízo nominal (não reajustado) de R$ 100.300.000,00 (cem milhões e trezentos mil reais), que é o valor que fora investido na empresa Brasil Petróleo Participações S.A. referente ao Projeto Deepflex", declarado pelo MFP.

A defesa de Landim se pronunciou, em nota oficial, que o presidente rubro-negro prestará esclarecimentos e confia que comprovará sua inocência.

"Todas operações observaram a política de investimentos dos FIPs e cumpriam os procedimentos previstos. Além disso, o investimento em questão também foi fundamentado por parecer de jurista independente, especializado em fundos de investimentos e mercado de capitais. Não há conexão entre as operações do FIP e atividades de períodos anteriores citadas na denúncia. O insucesso de um dos investimentos do fundo decorreu da crise mundial e especialmente no Brasil que afetou o setor de petróleo e gás e não de qualquer ilícito", foi declarado na nota.

Foto destaque: Rodolfo Landim. Reprodução: Alexandre Lago

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