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Presidente da Apple assina acordo secreto de US$275 bilhões com a China

Segundo o apurado pelo The Information, o presidente da Apple, Tim Cook, teria assinado um acordo com a China a fim de resolver ameaças que prejudicam a atuação da empresa no país.

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08 Dez 2021 - 11h34 | Atualizado em 08 Dez 2021 - 11h34

De acordo com a reportagem publicada ontem (7) pelo The Information, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, firmou um acordo com as autoridades chinesas com o intuito de solucionar pendências que prejudicavam a atuação da empresa no país. Tendo sido procurada, a dona do IPhone não respondeu ao pedido de comentário feito pela Reuters. Até o momento a empresa não veio a público para explicar sobre a situação ou mesmo soltou um comunicado oficial.

O acordo foi assinado há cinco anos atrás quando o presidente fez a primeira de uma série de viagens pessoais a outra superpotência mundial. Na época, Cook visitou a China para revogar uma gama de ações regulatórias impostas à companhia, informou o jornal digital em sua reportagem. Antes dessas reuniões, as autoridades chinesas acreditavam que a Apple colaborava muito pouco para economia local do país, o que influenciou diretamente a opinião da população quanto aos produtos da empresa e, consequentemente, abalou suas vendas. 


No acordo a Apple teria se comprometido a usar mais componentes de empresas chinesas em seus aparelhos (Foto: Torsten Dettlaff)


Além das diversas regulamentações já instituídas contra a companhia, havia ainda a especulação de que alguns orgãos chineses pretendiam impor outras ações regulatórias, as quais afetariam o funcionamento de serviços como a Apple Store e o Icloud, aplicativos fundamentais para os usuários dos produtos da Apple. O acordo teria sido assinado diretamente com uma agência governamental chinesa, no qual a Maça realizou concessões a Pequim e, em troca, recebeu importantes isenções legais. Ainda segundo a reportagem, uma parcela do total de investimentos da Apple na China seria direcionada para a implementação de novas lojas de varejo, centros de pesquisa e para projetos de enervia renovável.

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Recentemente, a China se tornou o segundo maior mercado da Apple, atrás apenas do próprio Estados Unidos. De acordo com um relatório feito pela empresa Counterpoint Research, em outubro de 2021 as vendas de Iphone no território chines aumentaram 46% em comparação as do mês anterior. 

Foto destaque: Tim Cook. Reprodução/Twitter

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