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Plataforma desenvolvida pela USP chega aos hospitais para prever possíveis pioras em quadros de Covid-19

O RandomIA, desenvolvido pela USP, começa a ser testado em hospitais para ajudar a calcular chances de piora no quadro de pacientes que contraíram a Covid-19.

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28 Out 2021 - 00h30 | Atualizado em 28 Out 2021 - 00h30

RandomIA, aplicativo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) com o intuito de calcular as chances de piora nos quadros infecciosos de pacientes que contraíram Covid-19, começará a ser testado nas próximas semanas por 85 médicos em, pelo menos, 14 hospitais do território brasileiro.

A plataforma oferece informações sobre o estado geral do paciente e promete auxiliar nos cuidados médicos. O app conta com um algoritmo que, com base nos resultados dos testes de SARS-Cov-2, independente do resultado, positivo ou negativo, é capaz de antecipar agravamentos nos quadros infecciosos, possibilidades de internação e até mesmo, de óbito.

Os testes do aplicativo serão liderados pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e segundo o professor responsável, Alexandre Chieavegatto Filho, o RandomIA permite que qualquer sistema de inteligência artificial seja incluso e as primeiras análises serão realizadas com softwares que dispõem de dados de Covid-19.


 

RandomIA, desenvolvido pela USP, começa a ser testado em hospitais. (Foto: Reprodução/Cottonbro/Pexels)


Em entrevista ao jornal da faculdade paulistana, Chieavegatto deu detalhes sobre o funcionamento da plataforma RandomIA e revelou que os pesquisadores estão realizando ajustes no aplicativo de acordo com a necessidade de cada profissional.

“O algoritmo é primeiro treinado com dados reais sobre a doença, do próprio hospital onde é testado, e depois incorporado ao aplicativo. Atualmente estamos na fase de validação da estrutura do aplicativo segundo das preferências dos médicos”, contou Alexandre.

Chieavegatto explicou que, inicialmente, serão realizados sorteios para definir quais médicos receberão os resultados fornecidos pelo RandomIA e “na sequência, serão comparados os prognósticos dos pacientes feitos pelos médicos que receberam os resultados com os prognósticos dos médicos que não tiveram acesso ao aplicativo”.

 

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Segundo o professor, a comparação realizada nessa fase inicial é similar aos estudos realizados em medicamentos e vacinas, onde um determinado grupo recebe a substância de teste e o outro, por sua vez, ganha o placebo. O ensaio clínico, por fim, ajudará a decidir “se há benefício do uso do aplicativo na tomada de decisões médicas para cada paciente”, como apontado pela pesquisadora da FSP, Roberta Wichmann.

 

Foto Destaque: Faculdade de Saúde Pública da USP. Reprodução/Banco de imagens da Universidade de São Paulo

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