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Pesquisa revela que diferença entre preços de produtos atinge 196% devido à inflação

O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Supermercados e demonstra para a população a importância do hábito de comparar lojas antes de realizar as compras de seus produtos, tendo em vista a inflação.

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20 Out 2021 - 11h35 | Atulizado em 20 Out 2021 - 11h35

A discrepância de preços entre produtos iguais vem aumentando de maneira significativa nos últimos tempos. Essa diferença nos valores acontece em virtude da disparidade da inflação e da alta apresentada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou cerca de 10,25% nos últimos 12 meses. 

 

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), entre os 13 produtos analisados, as diferenças de preços podem alcançar até 196% quando observados os mesmos produtos de marcas diversas. Quanto aos produtos de mesma marca os valores variam por volta de 43%, a depender do ponto de venda no qual está sendo adquirida a mercadoria.


 

Consumidores devem voltar a comparar preços das lojas (Foto: Anna Tarazevich/Pexels)


A Abras deu início a esse levantamento com foco na variação dos preços dos produtos há três meses. Diante dos resultados apresentados, ficou mais fácil enxergar a discrepância dos valores pagos nas mercadorias pela população atualmente. Com isso, percebe-se a necessidade de trazer velhos hábitos, como o de comparação de preços, de volta para o dia a dia dos consumidores. 

 

Dentre os dados fornecidos pela pesquisa, um dos números mais estarrecedores é do pacote de macarrão de formato espaguete de meio quilo, que apresentou uma variação de preço de até 196%. Ao todo, 18 marcas distintas foram analisadas, cujos valores oscilavam entre R$1,89 e R$5,59. Quando pesquisada a marca líder de mercado, a diferença constatada foi de 43%, tendo em vista o preço do macarrão de meio quilo em 13 estabelecimentos diferentes. 

 

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Outro produto, cujo preço também sofreu grande alteração, foi o café. Foram pesquisadas 15 marcas ao todo, as quais apresentaram uma diferença de valor de até 119%. Muito afetado devido às mudanças climáticas, o café já subiu mais de 25% somente neste ano. 

 

Vale ressaltar que a alta dos preços impacta não só os consumidores, mas também os comerciantes. Em vista da variação constante nos preços das mercadorias, estabelecimentos como hiper e supermercados, atacarejos e “mercadinhos” apresentaram uma queda de 1,7% nas vendas em agosto deste ano. No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, comparado ao mesmo período no ano de 2020, as vendas aumentaram aproximadamente 3,15%.

 

Foto Destaque: Nota de supermercado. Stevepb/Pixabay

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