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Grupos sociais protestaram na Bolsa de Valores de São Paulo

Dois grupos de movimentos sociais protestaram contra a fome, miséria e desigualdade social em frente a B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Um cartaz escrito a palavra 'FOME' foi colado na estátua Touro de Ouro, mas foi retirado pouco depois pela B3.

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17 Nov 2021 - 18h29 | Atulizado em 17 Nov 2021 - 18h29

O ato de protesto na manhã de hoje (17) em frente a B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, foi organizado pelos grupos sociais Juventude Fogo no Pavio e Movimento Raiz da Liberdade. O alvo principal foi o touro de ouro, instalado por parte da B3, na 3ª feira (16) na Rua 15 de Novembro onde fica sua sede. A escultura é uma referência à mesma escultura que existe em Nova Iorque, em Wall Street.

Para Gilson Finkelsztain, presidente da B3, o Touro de Ouro no centro de São Paulo representa a “força e resiliência” brasileira. Com o aumento de investidores na Bolsa, aproximadamente 43%, de 2,2 milhões de contas em 2019 para 3,8 milhões de contas cadastradas até junho de 2021, segundo dados divulgados pela Bolsa de valores do Brasil.



 

Segundo os manifestantes, o crescimento de investimentos não representa o desenvolvimento econômico que a população necessita, pelo contrário, seria o resultado da desigualdade social no país: “Nessa semana, a Bolsa de Valores instalou a estátua do Touro de Ouro no Centro de São Paulo. O que para eles simboliza a força do mercado financeiro, para nós é um símbolo da fome, da miséria e da superexploração do trabalho”, “Não há nada o que comemorar! Enquanto os bilionários especulam e celebram seus rendimentos, nós lutamos contra a realidade que gera 20 milhões de trabalhadores famintos, ao mesmo tempo em que faz nascer 42 novos bilionários. Eles estão lucrando com a nossa miséria!”- disseram os manifestantes. Em outra declaração ressaltaram que continuarão com atos “na luta por uma vida com dignidade. E é por isso que hoje fizemos essa ação simbólica”.


Cartaz foi removido logo após o protesto (Foto: Reprodução/Vivian Reis/G1)


 

De acordo com o Boletim Focus, divulgado no dia 11 de novembro pelo BC (Banco Central) em Brasília, o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, deve fechar o ano com alta acumulada de 8,59%, muito acima da inflação perseguida pelo Governo e BC, de 3,75% com tolerância de 1,5% para mais ou para menos. Esta alta é a 27ª alta consecutiva e representa um aumento de 0,08 ponto percentual em relação ao aumento divulgado na última semana em que o aumento correspondia a 8,51%.

 

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A estimativa de inflação para 2022 também teve aumento, de 4,14% na semana passada, para 4,17% na atualização de estimativa feita esta semana. Essa alta de estimativa para 2022 é a 12ª alta consecutiva.Os produtos que mais subiram diretamente para o consumidor foram: gasolina, carnes em geral e gás de cozinha com aumentos de 40%, 37% e 35% respectivamente.

 

Foto Destaque: Touro de Ouro sendo alvo da manifestação na B3. Reprodução/Vivian Reis/G1

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