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Fórmula 1 passará por mudanças sustentáveis a partir de 2026

A Fórmula 1 anunciou mudanças na categoria, com foco maior na energia sustentável a partir de 2026, visando uma tecnologia mais barata, ecológica e ainda mais eficiente.

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31 Dez 2021 - 14h03 | Atualizado em 31 Dez 2021 - 14h03

Os chefes da Fórmula 1 confirmaram que o MGU-H será retirado das unidades de potência a partir de 2026 como parte de uma nova mudança nas regras. A tecnologia complicada, que gera energia elétrica a partir do calor do escapamento, provou ser cara e complexa, uma vez que fazia parte das novas regras do turbo híbrido que foram introduzidas em 2014.

A Fórmula 1 terá um foco maior na energia elétrica a partir de 2026, quando um novo motor, mais barato e ecologicamente correto, for introduzido, afirmou a Federação Internacional de Automobilismo​

A entidade delineou os principais objetivos e uma estrutura para os regulamentos em um comunicado após reunião em Paris. Os quatro pilares principais listados foram: manter o motor V6 de 1,6 litro, aumentar a potência elétrica para 350 kW, eliminar o componente MGU-H que gera energia a partir do calor e introduzir um limite de custo para o motor.



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A FIA disse que deseja enviar uma mensagem ambiental poderosa, com combustível 100% sustentável e “mudança de foco para energia elétrica”. Também quer possibilitar que novos fabricantes de motores ingressem no esporte em um nível competitivo.

A Fórmula 1 atualmente tem apenas Mercedes, Ferrari e Renault como fabricantes de motores, enquanto a Red Bull está assumindo a tecnologia da Honda após a saída da fabricante japonesa no final deste ano. O Grupo Volkswagen, dono da Audi e da Porsche, teria discutido a possibilidade de entrar na Fórmula 1, aguardando decisão sobre se o esporte vai seguir os planos de mudar para combustíveis sintéticos até 2026.


Aston Martin AMR21. (Foto: Reprodução/Mark sutton/Motorsport Images)



As críticas sobre a dificuldade de inovações sustentáveis pelo evento esportivo não são recentes. Sebastian Vettel, piloto da Aston Martin, e defensor de categorias ‘mais verdes’ na F1, criticou o regulamento da categoria de mobilidade.

"A F1 não é verde", afirmou Vettel. "Vivemos em uma época em que temos inovações e possibilidades de, indiscutivelmente, torná-la sustentável também e não perder nada do espetáculo, da velocidade, do desafio, da paixão. Temos tantas pessoas inteligentes e poder de engenharia aqui que poderíamos encontrar soluções."

A próxima grande mudança técnica da categoria ocorrerá em 2026, visando maior sustentabilidade na mobilidade.

 

Foto Destaque: Fórmula 1.   Reprodução/Liberty Media

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