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Diretores da Anvisa recebem ameaça de morte via email

Autor das ameaças encaminhadas declara que filho será retirado da escola e nunca mais retornará caso vacinação contra a COVID-19 em crianças seja aprovada pela Anvisa.

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30 Out 2021 - 09h30 | Atulizado em 30 Out 2021 - 09h30

Um email contendo ameaças de homicídio, escrita por um homem do Paraná, foi enviada nesta semana para as cinco pessoas que compõem a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

No email, também direcionado à instituições escolares do estado, o autor diz que, caso haja a aprovação da Anvisa para a vacinação “experimental” em crianças de 5 a 11 anos, retirará seu filho do ambiente escolar, nunca mais retornando, e migrará para o homeschooling. Em outro trecho, afirma que quem “atentar para a segurança” de seu filho, será morto. O homem finaliza o email dizendo “Isso não é uma ameaça. É um estabelecimento. Estou lhes notificando porque não quero reclamações depois. Sem mais.”

 

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As ameaças tem relação à notícia de que a Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos Estados Unidos responsável pela regulamentação de remédios e alimentos, recomendou a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. 

Os diretores registraram uma ocorrência e a Anvisa acionou a Polícia Federal e o Ministério Público, nos âmbitos Municipal, Estadual e Federal, entre outras, para a adoção das medidas cabíveis

 


Sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em Brasília. Foto: (Sérgio Lima/Poder360)


O que se sabe até agora sobre a aplicação da vacina em crianças 

Estudos realizados pelo laboratório da Pfizer apontam que, quando administrado um terço da dose utilizadas em adolescentes de 16 anos, oferecem uma resposta imune "robusta" em crianças de 5 a 11 anos, com nível de snti-corpos não inferior aos produzidos em pessoas de 16 a 25 anos, e apresentando efeitos colaterais semelhantes aos observados em adolescentes e jovens adultos. Bebês e crianças de 6 meses até 4 anos também estão participando de outros ensaios, separados, da vacina, com uma dosagem ainda menor.

 

A Moderna, que, assim como a Pfizer, usa a tecnologia de RNA mensageiro, também divulgou resultados recentes de sua vacina em crianças, que constataram que seu imunizante é seguro e induziu uma resposta imune nesse público. A vacina, entretanto, não está disponível no Brasil.

 

A vacina guarda a aprovação do Centro de Controle de Doenças (CDC) para iniciar as aplicações em crianças da faixa etária. A Casa Branca prevê que a campanha iniciará em novembro.

 

Segundo uma nota enviada por representantes da Pfizer ao G1, a farmacêutica diz que irá solicitar a autorização à Anvisa no próximo mês.

 

 

Foto Destaque: Possibilidade de liberação da Anvisa para vacinar crianças contra a COVID-19 teria motivado as ameaças. Cadu Rolim/Fotoarena/Folhapress.

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