Saúde

Controvérsia no 'Chip' de beleza

Batizado na mídia e nas redes sociais como “chip da beleza”, o implante hormonal subcutâneo tem gerado discussões entre especialistas. O dispositivo foi desenvolvido para atuar no tratamento da endometriose, uma vez que é capaz de aliviar os sinto

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06 Nov 2021 - 12h10 | Atualizado em 06 Nov 2021 - 12h10

A fonte da juventude é uma utopia na humanidade. Mesmo assim as gerações não deixam de se motivar por esse ideal. O mercado do rejuvenescimento cresce tão rápido e, cada vez mais, surgem novas ideias relacionadas à estética. Agora está em voga o uso de hormônios, conhecido “chip da beleza”. Você já ouviu falar? É uma prática bastante controversa e cheia de riscos.

Entre os hormônios mais famosos está o GH, hormônio do crescimento. Ele é usado como tratamento de doenças como a síndrome de Turner e problemas renais crônicos. Nesses casos ele é seguro, mas, ainda assim, exige acompanhamento profissional a longo prazo. O maior problema é o uso indiscriminado e não aprovado com a finalidade de rejuvenescimento, fato que sem comprovação científica.


Foto ilustrativa do "chip"(Reprodução/Rev.Saúde)


O "chip" da beleza

Já o chip da beleza é um implante hormonal usado para regular o ciclo menstrual. Busca evitar a gravidez e reduzir sintomas desagradáveis da menstruação (cólicas, inchaço e TPM). Mas muitos descobriram “efeitos colaterais”, já que as pessoas têm usado o chip para  emagrecer, tonificar os músculos e reprimir as celulites.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) condena a prática. O porque deve-se ao produto carregar um esteroide chamado gestrinona ou progestagênio (molécula que imita a progesterona), além de doses de testosterona.

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Testosterona

A testosterona é a base para os populares anabolizantes. O hormônio costuma ser usado de forma não controlada para fins estéticos ou esportivos. Muitos dos que fazem esse tratamento enxergam apenas como ferramenta de ganho de muscular sem prescrição médica. Sem acompanhamento de taxas sanguíneas, pode haver consequências muito graves ao corpo humano. Ou seja, “o tiro si pela culatra”.  “Não existe uma forma segura para a utilização de hormônios com finalidade estética. Os efeitos colaterais são muito perigosos, ainda mais em jovens, podendo interromper o crescimento e o desenvolvimento sexual adequado”, explica a endocrinologista Lorena Amato.

Usar hormônios para fins estéticos requer acompanhamento médico.  Há uma série de efeitos colaterais como acne, queda de cabelo e trombose. Na mulher, há o engrossamento da voz, infertilidade, irregularidade menstrual, aumento do clitóris e de pelos no corpo e na face, além de diminuição das mamas. Nos homens, acarreta atrofia testicular, disfunção erétil, queda da libido e aumento do volume das mamas (ginecomastia).

Para Lorena Amato os hormônios devem ser vendidos apenas com indicação médica controlada. Eles são indicados somente para o tratamento de doenças endócrinas: distúrbios do crescimento, realização da transição de gênero, entre outros. “Na prática, sabemos que a busca por melhorar o desempenho atlético ou a aparência física leva muitas pessoas a conseguirem a medicação sem receita, inclusive com a venda em academias, usando seringas muitas vezes compartilhadas. E é aí onde estão todos os perigos”, afirma.

O médico ginecologista Igor Padovesi em seu blog também contesta: “Passou a ser inadequadamente chamado de chip da beleza por ter um possível efeito estético (de reduzir a gordura corporal e favorecer o ganho de massa magra), e ser tradicionalmente usado por modelos, atrizes e outras famosas. Os implantes não devem ser utilizados para finalidade estética, mas podem ser uma opção de tratamento ginecológico para condições como a endometriose, adenomiose, miomas, TPM, reposição hormonal da menopausa, ou mesmo como método anticoncepcional”, reforça.

Há também muito desencontro de informações. O Dr. Alexandre Hohl, membro da Comissão de Comunicação da SBEM e presidente do Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia explica a confusão dos termos. “Na realidade, existe uma diferenciação entre chip e implante da beleza e está acontecendo uma sobreposição de duas informações: uma que é o implante e a outra que é o chip. o chip é implantado, através de uma tecnologia em desenvolvimento que, teoricamente, está disponível nos Estados Unidos. Trata-se, realmente, de um chip com toda a tecnologia que envolve algo no gênero. Quando se fala aqui no Brasil de chip da beleza, está se falando de implante de hormônio, com tubinhos de silicone. Existem algumas análises muito claras nas redes sociais, que deixam isso cristalino e ocorreu um equívoco de informações. É claro que quem usa os implantes gostou de ver a confusão de termos”, explica o endocrinologista.

É fundamental lembrar que o uso de hormônios para fins estéticos não é aprovado pelas agências reguladoras de saúde, podendo contribuir para a ampliação do risco cardiovascular, AVC e câncer.  A pessoa que usa hormônios para fins estéticos esquece os riscos e deseja resultados rápidos. O preço a ser pago é caro.

 

Foto Destaque: "Chip" da beleza/Rev.saúde

 

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