Moda

Conheça Dayana Molina, estilista indígena da marca Nalimo

A estilista Dayana Molina é fundadora da marca Nalimo e do movimento #descolonizeamoda, na qual luta pela representatividade indígena no mercado da moda.

3 min de leitura
08 Fev 2022 - 12h32 | Atualizado em 08 Fev 2022 - 12h32

A estilista e stylist Dayana Molina, de 33 anos de idade, veem transformando a moda incorporando a representatividade indígena na indústria. Ativista com uma história repleta de desafios, luta e rompimento de paradigmas e preconceitos, Day pertence à dois povos: Fulni-ô, do Nordeste, e Aymara, do Peru. Ela é fundadora do movimento #descolonizeamoda.


 modelo Zaya (Foto:Reprodução/Felipe Vianna)


“Precisamos naturalizar a presença e protagonismo indígena em todos os espaços criativos. Também devemos considerar que o Brasil é território originário e não nos sentimos representados. É um desrespeito. Se representatividade importa para todos, porque para nós seria diferente?”, destaca Molina.

Dayana está por trás da marca Nalimo. Criada há cinco anos, possui estilo minimalista e faz parte do line-up da Casa de Criadores há duas temporadas. As peças da marca são feitas apenas por mulheres em toda a confecção, e podem ser adquiridas no e-commerce nalimo.com.br.

O sonho de ser estilista começou com as histórias contadas sobre a sua bisavó que era costureira no sertão pernambucano. Mas por conta das problemáticas por detrás da indústria da moda, Day ingressou no curso de ciências sociais. Com 18 anos, ela conseguiu um trabalho em um ateliê de figurino.

“Me apaixonei pelo universo criativo, abandonei a faculdade e fui morar na Argentina. Lá, fiz cursos na área, estagiei com o fotógrafo Aldo Bressi e depois mergulhei de cabeça na moda. Já se passaram 14 anos. E eu sigo apaixonada”, conta Dayana

Para ela, descolonizar a moda é valorizar a riqueza das vestimentas tecidas à mão, a beleza das pulseiras, dos colares e dos grafismos que carregam a expressão de cada povo. O movimento #descolonizeamoda surgiu com o objetivo de que mais pessoas indígenas fossem vistas pelo mercado da moda, além de redesenhar um futuro mais sustentável e real na moda.

“Eu sou uma estilista que coloca nos fashion films e passarelas, a diversidades dos povos indígenas de Abya Yala, denuncio o agronegócio e reivindico as demarcações territoriais. Para mim, a moda é política. E não está dissociada desse contexto social”, relata Dayana

Pela primeira vez na história, 40 lideranças indígenas marcou presença na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26) em Glasgow, na Escócia.

 

Foto destaque: Dayana Molina e a modelo Zaya. Reprodução/Felipe Vianna) 

 

 

Deixe um comentário

Lorena Bueri CEO, Lorena Bueri, madrinha perola negra lorena bueri, lorena power couple, lorena bueri paparazzi, Lorena R7, Lorena Bueri Revista Sexy, Lorena A Fazenda, Lorena afazenda, lorena bueri sensual, lorena gata do paulistão, lorena bueri gata do paulistão, lorena sexy, diego cristo, diego a fazenda, diego cristo afazendo