Bem Estar

Comitê de emergências da OMS alerta que pandemia está ‘longe do fim’

Pandemia da Covid-19 terminará 'quando todo mundo decidir' acabar com ela, diz chefe da OMS e Comitê de emergências. 50 mil mortos semanais no mundo.

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27 Out 2021 - 13h28 | Atulizado em 27 Out 2021 - 13h28

Algumas especulações de que a pandemia da Covid-19 estaria chegando ao fim foram rebatidas e alvo de um alerta do comitê de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitido nesta terça-feira, 26. O órgão, que se reúne a cada três meses para fazer um balanço da situação, pediu aos países para reconhecerem todas as vacinas aprovadas pelos seus especialistas. Até agora, a OMS aprovou duas vacinas de RNA mensageiro (Moderna e Pfizer/BioNTech), dois imunizantes chineses da Sinopharm e Sinovac, o da Johnson & Johnson e várias versões da Astrazeneca.

Reforçando o comunicado do comitê, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, assegurou que só terminará "quando todo mundo decidir acabar com ela", pois atualmente dispomos de "todas as ferramentas" necessárias para combater o vírus. Ele ainda voltou a insistir em uma distribuição mais equilibrada em todo o mundo das vacinas contra o coronavírus e deu estas declarações na cerimônia inaugural da Cúpula Mundial sobre a Saúde, realizada nesta semana, que reúne a cada ano profissionais de saúde e dirigentes políticos em Berlim.

A equipe de emergências da OMS também afirmou que decidiu por "unanimidade que a pandemia constitui um fato extraordinário que continua prejudicando a saúde das populações de todo o mundo, apresenta um risco de propagação internacional e de perturbação do tráfego internacional e precisa de uma resposta internacional coordenada".


Mortes no mundo ainda preocupam a OMS (Reprodução/ Agência Brasil)


A OMS estabeleceu como meta que 40% da população de cada país esteja imunizada contra a Covid-19 antes do fim do ano e 70% em meados de 2022. A declaração oficial informou também que "embora tenhamos progredido graças a um uso maior das vacinas contra a Covid-19 e seus tratamentos, a análise da situação atual e dos modelos de previsão indicam que a pandemia está longe de ter acabado". Já em suas recomendações aos governos, o comitê continua se opondo ao princípio do passaporte da vacina nas viagens internacionais, devido à distribuição desigual dos imunizantes no mundo.

 

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O diretor-geral da OMS pontuou que mais pandemias virão. "Os vírus movem-se rapidamente, mas os dados podem mover-se ainda mais depressa. Com a informação certa, os países e comunidades podem ficar à frente dos riscos emergentes e salvar vidas. Urbanização, desflorestação, alterações climáticas e práticas agrícolas intensificadas estão todos a aumentar os riscos de epidemias e pandemias".

 

Foto Destaque: Reprodução/Silvio Avila/ AFP

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