Moda

Chanel reajusta o preço das bolsas por conta da concorrente Hermès

A estratégia provável da marca é a de tornar os produtos mais exclusivos para tentar chegar ao patamar de seu adversário. É o quarto reajuste de valores desde 2019

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24 Dez 2021 - 18h29 | Atualizado em 24 Dez 2021 - 18h29

A marca luxuosa Chanel está desde 2019 reajustando o valor global das suas bolsas clássicas. Um porta-voz da marca disse que o aumento dos preços tem relação com as alterações das taxas de câmbio, mudanças nos custos de produção e para que todas as bolsas tenham mais ou menos o mesmo valor em todos os países. Segundo o jornal Exame, para os executivos e analistas do setor de luxo, o aumento dos reajustes mostra uma estratégia corporativa agressiva, que seria para "afirmar o controle sobre um dos produtos mais populares da marca, de olho em rivais mais sofisticadas", diz.

De acordo com a analista Kathryn Parker, do Jefferies Group, o preço da bolsa clássica pequena da Chanel subiu 60% nos Estados Unidos, desde novembro de 2019, passando a custar 8.200 dólares. Já a sua versão grande, a "2.55", custava 7.400 dólares e passou a custar 9.500 dólares. A marca teve quatro aumentos de valores em dois anos, afirma Parker.


Bolsa Chanel modelo 2.55 (Foto:Reprodução/Chanel)


Para o CEO da Rebarg Charles Gorra, loja que vende bolsas e acessórios de luxo usados, a estratégia pode ter como objetivo tornar os produtos da Chanel mais exclusivos para ganhar espaço entre as bolsas mais famosas da concorrente Hermès, os modelos Birkin e Kelly. Atualmente o modelo flap da Chanel custa 7.800 € , apenas 100 euros a menos do que a bolsa de couro Birkin 30 da Hermès. 

Ainda segundo Gorra, a marca está tentando entrar para o mesmo patamar de Hèrmes, deixando de fazer parte do mundo Vuitton e Gucci. “Estão tentando se tornar mais sofisticados.”, afirma.

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Ainda segundo o jornal, além de subir o preço dos produtos, a marca tem limitado o número de bolsas que cada cliente pode adquirir na mesma compra. 

Um assistente de vendas da Chanel informou ao jornal Bloomberg News que os clientes só podem comprar uma bolsa por vez em Paris, além de terem que esperar dois meses para efetuar outra aquisição, e a bolsa não pode ter as mesmas características do produto obtido anteriormente. Já em Nova York, havia limites mensais para comprar as de estilo clássico, afirma Exame. 



Foto destaque: Chanel quer chegar ao nível de Hermès. Reprodução/Chanel Youtube

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