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Cerveja artesanal é produzida por freiras para arrecadar fundos e realizar obras em convento na Bélgica

Fabricação de cerveja era comum nos mosteiros medievais por monges e padres, a atividade foi retomada há três anos; “boa para a saúde e ajuda na digestão’’, diz irmã Gertrude

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11 Dez 2021 - 19h12 | Atulizado em 11 Dez 2021 - 19h12

Na Bélgica, um grupo de freiras arrecadou renda para a reforma do convento, que está cheio de rachaduras e goteiras, por meio da fabricação de cervejas artesanais. As bebidas produzidas levam no rótulo das garrafas a história e os valores da irmandade. A atividade é comum nos mosteiros medievais desde o século XI.

Fundada em 1883, a comunidade se associou a um cervejeiro para produzir e lançar a Maredret Altus, uma cerveja com 6,8% de teor alcoólico, e a Maredret Triplus, com 8% de álcool. Para a irmã Gertrude, a bebida é “boa para a saúde e ajuda na digestão” e acrescenta que “todas as irmãs gostam de cerveja” e desfrutam de uma garrafa aos domingos. 

O território belga é famoso por suas cervejarias trapistas, que estão localizadas em mosteiros trapistas e são feitas e supervisionadas por monges. No país há seis destas cervejarias, a fim de ajudar no custo da manutenção dos mosteiros, na vida dos monges e para auxiliar projetos sociais. 


Cervejas trapistas são produzidas em apenas 11 mosteiros trapistas dos 171 existentes pelo mundo. (Foto: Reprodução/Portal Sabor a Vida)


O primeiro registro de fabricação da bebida por monges foi localizado na Suíça, na data de 820. Até hoje, há apenas 11 cervejarias trapistas no mundo, localizadas na Holanda, Áustria, Itália, Estados Unidos e Bélgica. 

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As cervejas produzidas pelas irmãs são baseadas em um grão mencionado nos textos de Santa Hildegard Von Bingen, uma abadessa alemã do século XI, junto com plantas cultivadas no jardim do convento. A produção da bebida tem margem de 300 mil garrafas ao ano, sendo vendida, não só, na Bélgica, como também, na Itália e na Espanha. 

Atualmente, existem 171 mosteiros trapistas e apenas 11 têm suas cervejas homologadas com o selo trapista, o que garante a origem monástica da produção.

Foto destaque: Cerveja trapista. Reprodução/ Johanna Geron/ Reuters

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