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Blockchain se torna objeto de estudo em universidades

Ainda que consideradas espaços fora de alcance, as universidades têm sido campo de construção dos primórdios da criptografia, com o estudo do blockchain que tem sido desenvolvido nos corredores de universidades como Stanford

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07 Out 2021 - 18h24 | Atulizado em 07 Out 2021 - 18h24

Não é surpresa que o blockchain tenha crescido constantemente nos últimos anos com a valorização das criptomoedas, e os professores das instituições acadêmicas têm contribuindo para o desenvolvimento das tecnologias que estão causando grande impacto no mercado financeiro.

 Ainda que quando o assunto seja criptomoeda, as universidades são classificadas como fora de alcance, os espaços acadêmicos, financiados pelo governo, têm sido essenciais para a construção dos primórdios da criptografia, ainda que seja afirmado por especialistas que a próxima geração da internet pode “acabar surgindo fora dos portões das universidades”.

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“Quer dizer, eu acho que a academia é contra o sistema”, concluiu Mazieres, da Stellar. “Se você quiser fazer algo que é diferente do que essas companhias fazem, ou que não é bom para as diretrizes deles, então você vai ter que fazer isso na academia”, afirmou o professor da Universidade de Stanford, se referindo às grandes empresas de tecnologia como Google, Apple, Amazon e Facebook.

 Ao comprar o desenvolvimento da tecnologia em uma universidade e uma startup, o professor adicionou “as universidades não têm o mesmo tipo de limitação que ocorre quando você precisa agir visando lucros”.


Biblioteca da Universidade de Stanford, onde parte das pesquisas são feitas. (Foto: Reprodução/ The Stanford Review)


 O universo da criptologia possui suas próprias fundações econômicas que estimulam a pesquisa e desenvolvimento da tecnologia. O lançamento de uma “commodity” como bitcoin ou ether, utilizado para garantir a segurança do blockchain, é tornar a ferramenta seu próprio subsídio. Protocolos cripto como Zcash integram técnicas de computação como zk-snark para ter dinheiro e avançar nas pesquisas. 

 As empresas que hospedam moedas digitais têm feito uso comercial da computação multipartidária experimental.

“Pra mim é muito difícil imaginar a possibilidade de deixar Stanford antes de me aposentar”, afirmou Mazieres. O seu interesse em “tecnologias igualitárias” que o mantém no mundo privado das criptomoedas na universidade. “Certamente um dos motivos é o fato de que eu posso fazer qualquer coisa em código aberto e publicar tudo”, disse ele.

 


Foto Destaque: Universidades tiveram importância para criação da criptografia. Reprodução: DINO/DINO

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