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Exclusivo: Após lançar feat com Flay, Mc Mari rebate preconceito no meio musical: 'Tudo o que vem da minoria gera revolta'

Mc Mari, conhecida como a 'Rainha do Brega Funk', fala sobre os preconceitos que encontrou na indústria musical, desde que estourou com o hit ‘Senta Concentrada’.

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24 Abr 2021 - 10h30 | Atulizado em 24 Abr 2021 - 10h30

Conhecida como ‘rainha do brega funk’, a baiana MC Mari vem conquistando o Brasil. Atualmente, ela já soma quase meio bilhão de plays nas plataformas digitais, se consagrando como um dos principais nomes femininos do gênero nas diferentes regiões do país. Mas com todo esse sucesso, a cantora sentiu o peso do preconceito que rola na indústria musical.

“Assim que eu iniciei a carreira, foi cantando funk e já senti o impacto logo de cara. Um por ser mulher, dois por ser nordestina e três por iniciar na música cantando palavrão. Nada mais é que o preconceito da sociedade, porque o funk vem das favelas e vocês sabem que tudo que vem da minoria gera revolta entre os maiores. Eu quero mostrar que justamente quem veio do funk pode vencer, sim, como muita gente já venceu. A própria Ludmilla e a Anitta venceram através do funk. O funk dá muita oportunidade a muitas pessoas que vivem de forma precária”, conta Mari.


 Mc Mari, a 'rainha do brega funk'. (Foto: Divulgação)


No fim do ano passado, a artista lançou o hit ‘Senta Concentrada’. A faixa teve um grande êxito e já conta com mais de 200 milhões de visualizações só no Youtube. Além disso, o single ganhou uma regravação com o cantor Léo Santana. Na última sexta-feira (23), MC Mari lançou “Eu Não Sou Pra Namorar” em parceria com a cantora Flay. A junção das cantoras nordestinas resultou em uma faixa que enaltece a força das mulheres na música e fala de empoderamento.

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“Eu escolhi a Flay, porque além de ser do Nordeste como eu, eu já percebi que em todas as músicas dela ela exalta a mulher também, que é o que eu costumo fazer no meu trabalho. Usando palavras fortes, assim como no meu primeiro grande hit, no qual eu usei o órgão genital feminino para falar de empoderamento, chocar as pessoas e quebrar esse paradigma que só o homem pode fazer esse tipo de letra mas a mulher nunca pode. E mulher pode, sim, pode tudo. Mulher não é obrigada a casar, a ter que estar com outra pessoa, ela simplesmente não é pra namorar. Tenho certeza que muitas mulheres vão se identificar”, diz MC Mari.

Confira o clipe:

 

(Foto Destaque: Mc Mari deslancha no ritmo brega funk e rebate preconceito: “tudo o que vem da minoria gera revolta”. Reprodução/ Divulgação)

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