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30,2 milhões de brasileiros vivem com um salário mínimo

De acordo com levantamento da consultoria IDados, 30,2 milhões de trabalhadores brasileiros sobrevivem com um salário mínimo, (atualmente R$1.1 mil). A quantidade de pessoas com renda de um salário é a maior desde 2012.

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19 Set 2021 - 10h50 | Atulizado em 19 Set 2021 - 10h50

De acordo com levantamento da consultoria IDados, 30,2 milhões de trabalhadores brasileiros sobrevivem com um salário mínimo, (atualmente R$1.1 mil). A quantidade de pessoas com renda de um salário é a maior desde 2012. Em virtude da baixa remuneração e da inflação em alta, brasileiros tem orçamento comprometido.

"As pessoas estão encontrando um mercado de trabalho diferente do que existia antes da pandemia. É um mercado em que muitas empresas faliram, quebraram. Grande parte das opções de emprego não existe mais", explicou Bruno Ottoni, pesquisador do IDados ao portal G1.

“Muita gente entra no mercado como conta própria ou informalmente, e essas pessoas tendem a ter um rendimento mais baixo do que aquelas que trabalham com carteira”, completou o pesquisador.


Número de brasileiros com renda mensal de até um salário mínimo bate o record. (Foto: iStock)


Segundo o levantamento realizado por Bruno Ottoni, tanto em trabalhos formais como informais, os brasileiros são mal remunerados. A inflação que aproxima-se de 10%, somada a alta dos alimentos, energia elétrica e combustível afeta diretamente as pessoas com baixo rendimento.

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A desigualdade social também foi retratada no levantamento do IDados, em análise detalhada nota-se que dos 30,2 milhões de trabalhadores que ganham até um salário mínimo, quase 20 milhões são negros. Cerca de 43,1% de negros empregados, recebem até R$ 1, mil.

"Apesar de o país ter tido ganho de escolaridade da população negra, os avanços não foram expressivos no mercado de trabalho.", afirma Ottoni.

Ricardo Paes de Barros, um dos criadores do Bolsa Família, alerta que para garantir a inclusão produtiva dos brasileiro seria necessário adotar medidas como:

·            Atualizar a legislação trabalhista e desonerar a folha de salário do mais pobre;

·            Oferecer formação profissional gratuita;

·            Garantir a cooperação entre governos, iniciativa privada e sociedade civil para a inclusão produtiva.

Paes de Barros, afirma ainda, que garantir a formação contínua dos trabalhadores enquanto empregados é fundamental. Além de ações de inclusão produtiva por parte dos governos federal, estaduais, municipais, a iniciativa privada e sociedade civil. 

 

Foto Destaque: Jornal Bom Dia

 

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