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Estudo revela que micro raios podem ter iniciado a vida na Terra

Cientista recriam estudo de 1953 e descobrem que micro descargas elétricas podem ter dado início a formação da vida na terra

29 Mar 2025 - 18h30 | Atualizado em 29 Mar 2025 - 18h30
Estudo revela que micro raios podem ter iniciado a vida na Terra Lorena Bueri

O debate sobre o início da vida na terra é um dos temas mais complexos e fascinantes da ciência, e ainda não há um consenso sobre como tudo começou. Mas a Comunidade Cientifica, entre uma descoberta e outra, revisita estudos antigos que são completa ou parcialmente confirmados por novos experimentos científicos que avançam em busca das respostas. É o que mostra uma nova descoberta alcançada a partir de um estudo dos anos 1950 que foi recriado recentemente.

Estudos científicos estimam a idade da Terra em 4,5 bilhões de anos, mas, sobre a vida, os estromatólitos, ou organismos microscópicos dos quais a ciência tem conhecimento, datam de aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Porém, um grupo de cientistas desconfia que a vida existe há mais tempo devido ao acúmulo de moléculas orgânicas presentes em corpos d’água primitivos e busca entender de onde veio esse material orgânico. Resultados de pesquisas mais antigas propõe que raios poderiam ter gerado reações químicas nos oceanos da Terra primitiva, produzindo as moléculas orgânicas naturalmente.


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Stanley Miller trabalhando no laboratorio em 1953 (Foto: reprodução/Bettmann/Getty Images Embed)


Novos experimentos

Uma pesquisa recente, divulgada no dia 14/03, em uma revista de ciência, aponta que descargas quase imperceptíveis de "micro raios", originadas entre gotículas de névoa com carga elétrica, poderiam ter sido intensas o suficiente para sintetizar aminoácidos a partir de materiais inorgânicos. Esses aminoácidos (moléculas orgânicas essenciais para a formação de proteínas) são considerados a base da vida e podem ter representado um dos primeiros passos de sua evolução.

A base utilizada pelos pesquisadores, ficou conhecida como O experimento de Miller-Urey. Com uma combinação de amônia (NH₃), metano (CH₄), hidrogênio (H₂) e água, seladas dentro de uma esfera de vidro e aplicando descargas elétricas, os pesquisadores recriaram o citado experimento.

O autor do estudo, Dr. Richard Zare, professor Marguerite Blake Wilbur de Ciências Naturais e professor de química da Universidade Stanford, na Califórnia, explicou que apesar do novo estudo ter como base a experiência de 1953, os pesquisadores focaram na atividade elétrica em uma escala menor. Foram analisadas as trocas de eletricidade entre gotículas de água carregadas eletricamente, com diâmetros entre 1 e 20 micrômetros. “As gotículas maiores são carregadas positivamente e as menores são carregadas negativamente”, disse o Dr. Zare.

Resultados obtidos

O experimento mostrou que quando as gotículas com cargas opostas se aproximam, os elétrons saltam de uma para a outra e ao examinarem o conteúdo do bulbo de vidro, encontraram moléculas orgânicas com ligações entre carbono e nitrogênio e entre elas estavam o aminoácido glicina e o uracil, uma base nitrogenada presente no RNA.

Zare explicou que ele e seus colegas não descobriram nada novo e disse: “O que fizemos, pela primeira vez, foi observar que pequenas gotículas, quando formadas a partir da água, emitem luz e geram essa centelha” e explicando que a centelha é responsável por desencadear todo tipo de transformação química.

Foto destaque: Tubos de ensaios (Reprodução/Unsplash)

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