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S.O.S Agro RS, aponta que 95% dos produtores gaúchos necessitam de linha de crédito

Devido prejuízos de R$ 467,6 milhões, produtores aguardam solução federal para normalizar a produção agrícola no estado

27 Mai 2024 - 18h00 | Atualizado em 27 Mai 2024 - 18h00
S.O.S Agro RS, aponta que 95% dos produtores gaúchos necessitam de linha de crédito Lorena Bueri

Na última segunda-feira (27), o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, apresentou um levantamento preliminar realizado com 2.025 produtores do Rio Grande do Sul, que aponta os impactos das enchentes no setor agrícola. O objetivo é aguardar medidas emergenciais do governo federal para minimizar a calamidade, incluindo a disponibilização de uma nova linha de crédito. Conforme o levantamento S.O.S Agro RS, 96,5% dos produtores precisarão de crédito para retomar a produção, com a estimativa de que seja necessário um período de 10 anos para que se recuperem totalmente das perdas. 

Também anunciada ontem (27) pelo governo foi o aumento nas importações de arroz para garantir o abastecimento do país, tal comunicado gerou crítica de Gedeão, pois ele assegura que a maioria da colheita do estado está preservada e que os 30% restantes estão em regiões que não foram afetadas pelo desastre climático.

Prejuízos na agricultura gaúcha 

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou estimativas na segunda-feira (27) provenientes de um levantamento feito em parceria com o projeto S.O.S Agro RS, que envolveu 2.025 produtores do estado. 

Conforme explicou o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, a análise considera a área de produção afetada pelas inundações. Ele ressaltou que a estimativa é inicial e não contempla possíveis perdas em áreas não inundadas que não estão sendo colhidas, assim como a produção já colhida. 

Segundo os dados levantados, 347 produtores reportaram prejuízos que totalizam cerca de R$ 467,6 milhões, com uma média de R$ 1,4 milhão por ocorrência. Dentre os 550 agricultores que participaram da pesquisa, muitos ainda não foram entrevistados devido à dificuldade de acesso às áreas de produção. 

Cerca de 73% dos respondentes são pequenos produtores, sendo que 63,4% estão no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), enquanto o restante são agricultores familiares. 


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 Uma fazenda de arroz danificada após enchentes históricas em Eldorado do Sul (Reprodução/ Tuane Fernandes/Bloomberg/ Getty Images Embed)


O levantamento S.O.S Agro RS indica que a situação dos produtores no curto prazo também é preocupante, já que a maioria deles temem pela sobrevivência de seus negócios nos próximos dois meses. Além disso, há previsão de uma redução no desempenho de 19% dos entrevistados. Segundo Graziele de Camargo, do S.O.S Agro RS, será necessário um período de 10 anos para que os produtores consigam se recuperar completamente das perdas causadas pela situação atual, que incluem danos na colheita, maquinário, infraestrutura e solo. Ela destaca a importância de apoio adicional para que os produtores consigam se reerguer. 

Solução para o agronegócio  

Durante uma coletiva de imprensa para apresentar os resultados do levantamento, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, mencionou que o agronegócio já estava fragilizado nesta safra devido às secas que afetaram o ciclo de produção anterior.  Gedeão destacou a importância da chegada da operação itinerante do Ministério da Agricultura ao estado, e aguarda com expectativa a visita do ministro Carlos Fávaro, prevista para esta terça-feira (28). Ele cobrou uma solução excepcional por parte do governo federal diante da situação de calamidade no Rio Grande do Sul.

A Farsul sugere uma nova linha de crédito de 15 anos, com dois anos de carência e amortização de 3%, como uma das medidas para reduzir os problemas no setor agrícola. Isso se baseia no resultado do levantamento do S.O.S Agro RS, no qual aponta que 96,5% dos produtores vão precisar de crédito para normalizar a produção agrícola no estado.

Fôlego para agricultura familiar 

O governo federal destinou R$ 600 milhões em crédito especial para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), sendo direcionado aos agricultores familiares. O pagamento pode ser feito em até 120 meses, com desconto de 30% e três anos de carência. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, prevê que aproximadamente 140 mil produtores foram prejudicados pelas constantes chuvas no RS. 

Aumento da importação do arroz 

Na última segunda-feira (27), o governo anunciou um aumento nas importações de arroz para R$ 7,2 bilhões, para garantir o abastecimento do alimento. Embora o Rio Grande do Sul seja responsável por 70% da produção nacional de arroz.  

No entanto, a medida foi criticada por Gedeão Pereira, presidente da Farsul, que destacou que a demanda poderia ser atendida sem a necessidade de importação. Ele ressaltou que a maior parte da colheita do estado está preservada e os 30% restantes estão em regiões que não foram afetadas pelo desastre climático. 

Pereira ainda criticou o governo por liberar a compra sem consultar a Federação, opinião compartilhada pelo economista Antônio da Luz, que apontou uma má distribuição de recursos, e mencionou que o valor liberado, R$ 6,7 bilhões, é mais do que o dobro necessário para cobrir o prejuízo do agronegócio gaúcho. O Presidente da Farsul, aponta ainda que a medida terá impacto negativo na participação do agronegócio na próxima safra e comprometerá a recuperação dos produtores do Rio Grande do Sul. 

 

 

Foto Destaque: o suinocultor analisa os danos causados ​​após a enchente do Rio Forqueta em Travesseiro, Rio Grande do Sul (Reprodução/ Nelson Almeida/ Getty Images Embed)

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