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Mais de 350 mil refugiados deixaram Rafah após Israel declarar ofensiva, informa UNRWA

Rafah era a cidade que entrava a ajuda humanitária e também por onde os estrangeiros eram liberados a sair; Estados Unidos não apoia a incursão terrestre de Israel

13 Mai 2024 - 08h51 | Atualizado em 13 Mai 2024 - 08h51
Mais de 350 mil refugiados deixaram Rafah após Israel declarar ofensiva, informa UNRWA Lorena Bueri

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou que aproximadamente 350 mil palestinos fugiram de Rafah neste domingo (12). A fuga dos refugiados no último reduto possível ocorreu após Israel declarar a evacuação dos refugiados na cidade, visando invadi-la para eliminar o Hamas.

A declaração da incursão terrestre das Forças de Defesa de Israel em Rafah ocorreu na última segunda-feira (6). No entanto, a ONU acredita no deslocamento forçado e desumano.


A Agência da ONU acredita que o deslocamento foi forçado (Foto: reprodução/X/@UNRWA


Por possíveis ameaças humanitárias aos refugiados, a incursão está sendo criticada pela comunidade internacional. Um dos principais aliados de Israel, os Estados Unidos, afirma que Israel pode ter violado leis humanitárias internacionais em Gaza.

Através do documento, o governo dos Estados Unidos afirma que o país usou armas americanas de maneira inadequada e declara que não foram fornecidas informações completas sobre o uso das armas em ações que violaram a lei.

Negociações à deriva

Para justificar a invasão à cidade, Israel afirma que Rafah é o último lugar a ser eliminado para completar sua guerra contra o Hamas. Até o momento, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, cerca de 35 mil palestinos foram mortos na ofensiva pelas Forças de Defesa de Israel, com o objetivo de eliminar o grupo.

Apesar disso, os EUA são contra a operação do exército israelense em Rafah. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, não há um plano humanitário para os refugiados da guerra.

Com isso, o país interrompeu o envio de bombas para Israel no ano passado, de acordo com a imprensa americana. No entanto, John Kirby, porta-voz da Casa Branca, afirmou acreditar que a operação é "limitada".

Na última semana, o grupo Hamas aceitou um acordo de cessar-fogo mediado pelo Egito e pelo Catar. Por outro lado, segundo o Hamas, Israel não aceitou, e as tentativas de negociação de paz voltaram à estaca zero. Apesar dos fracassos nas tentativas, os EUA ainda acreditam em uma negociação favorável entre Hamas e Israel.

Último refúgio dos palestinos

Rafah é a cidade localizada no sul da Faixa de Gaza, considerada o último refúgio seguro para mais de 1 milhão de palestinos que abandonaram suas casas, obrigados a migrar devido à guerra.

Além disso, Rafah era o principal ponto de comunicação de Gaza com o resto do mundo. Era a cidade por onde entrava a ajuda humanitária para os palestinos e também por onde saíam os estrangeiros autorizados a deixar o lugar.

Foto destaque: Palestinos estão sendo obrigados a se deslocar de Rafah, em Gaza (Reprodução/Getty Images Embed/Anadolu)

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