Na última quarta-feira (19), a Casa Branca divulgou que o Departamento de Educação dos Estados Unidos será fechado, medida estabelecida por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump. Com a ação, as decisões educacionais no país voltam a ser administradas pelos estados. De acordo com as informações divulgadas, a Secretária de Educação Linda MaMahon ficará encarregada de encerrar as atividades do setor. A assinatura da ordem executiva será feita nesta quinta-feira (20).
A medida de Trump também expressa que programas que recebam os recursos finais do órgão não devem promover “ideologia de gênero” ou ações de Diversidade, Equidade ou Inclusão (DEI).
Apesar do fechamento, o governo garantiu que serviços que eram vinculados ao Departamento, como financiamentos estudantis e serviços direcionados para crianças com deficiências, serão mantidos.
Para Trump, outros setores do governo devem lidar com as responsabilidades atribuídas ao Departamento de Educação. Segundo o presidente, medidas como empréstimos estudantis devem ser feitas pelo Departamento de Tesouro ou até mesmo o de Comércio.
Criado durante a presidência do democrata Jimmy Carter, em 1979, o Departamento de Educação dos Estados Unidos é um setor responsável pelas decisões que envolvem a área educacional no país. O órgão possui, como um de seus principais pilares, a garantia de educação de qualidade em todo o território estadunidense.
Encerrar o Departamento de Educação do país foi uma das propostas anunciadas durante a corrida eleitoral de Donald Trump (Vídeo: Reprodução/YouTube/@cnnbrasil)
Reações à ordem executiva
As manifestações contrárias ao fim do Departamento de Educação já estão ocorrendo há cerca de uma semana, e sendo realizadas principalmente por membros da oposição ao governo Trump. Procuradores-gerais de estados democratas entraram com uma ação judicial contra a ordem do presidente republicano, com o intuito de impedir as demissões em massa no órgão. O grupo ainda destaca a importância do Departamento para a educação pública no país.
Trump e o Departamento de Educação
Desde o seu primeiro mandato, ocorrido entre 2017 e 2021, Donald Trump comenta sobre o fim do Departamento de Educação no país. Motivações ideológicas são as justificativas mais utilizadas pelo republicano. Durante a sua campanha presidencial para seu segundo mandato, Trump manifestou sua insatisfação com o setor educacional, afirmando que, caso eleito, sua administração tinha como objetivo “parar o abuso do dinheiro dos seus contribuintes para doutrinar a juventude americana com todos os tipos de coisas que vocês não querem que nossos jovens ouçam”.
Atualmente, cerca de 4.245 funcionários integram o Departamento de Educação, número que já sofreu uma queda a partir de demissões em massa realizadas no dia 11 deste mês.
O encerramento oficial das atividades do Departamento de Educação ainda precisa ser aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos.
Foto Destaque: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Reprodução/Instagram/@skynews)