Na última sexta-feira (8), um passageiro com passaporte egípcio, com idade de 38 anos, desembarcou no Brasil no voo AZ 678, terminal 3 no aeroporto de Guarulhos. O homem, identificado pelas iniciais K.B.K.E., saiu de Cairo, no Egito, passando por Roma, com destino ao Brasil, contudo, a Polícia Federal já havia recebido informações do serviço de inteligência dos Estados Unidos sobre o homem, e um pedido de interceptação do suspeito.
Tal suspeita partiu de um aviso aos policiais federais de que o estrangeiro tinha ligação com grupos terroristas, com isso considerou-se que ele poderia representar uma ameaça à segurança do país. No aeroporto, o estrangeiro contou aos agentes que já havia sido barrado de entrar em mais dois países no ano anterior, Argentina e Canadá. Sem dizer quais eram os seus planos no país, na mesma noite o homem foi repatriado e escoltado até seu voo, o qual o levaria novamente a Roma.
Suspeito de conexão com grupo terrorista homem de origem egípcia é barrado no aeroporto (Foto: reprodução/G1)
19 pessoas barradas
Um caso semelhante aconteceu no dia 12 de julho com um cidadão marroquino que também teve sua entrada negada no país. Somando a esses dois casos, mais 17 pessoas tiveram suas entradas barradas no Brasil no ano de 2023. Todos tinham suspeitas de ligações com grupos terroristas, segundo fonte de inteligências.
Intermédio para outros países
Profissionais que acompanham esses casos afirmam que o Brasil acaba sendo um país intermediário para que grupos como esses cheguem a outros países como EUA, por isso o objetivo deles não é cometer crimes no país e sim usar de ponte. As pessoas que são suspeitas de terrorismos acabam passando temporadas no país em busca de refúgio, assim regularizando a sua situação, pois caso tenham problemas no país de destino podem retornar ao Brasil e não aos seus países de origem.
Por isso o intercâmbio na comunicação entre as inteligências dos países se intensificou neste ano.
Foto Destaque: Passageiro egípcio é barrado em aeroporto de Guarulhos em SP por suspeita de conexão terrorista (Reprodução/G1)