O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve lançar uma campanha global pelo “trabalho decente” durante o evento da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, marcada para setembro em Nova York.
A informação foi divulgada, nesta última quinta-feira (27), pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha.
O que diz Alexandre Padilha
Segundo o ministro, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, o Conselhão, comentou que o presidente dos Estados Unidos Joe Biden convidou Lula para lançar um compromisso global por uma agenda de trabalho decente, após seu discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, pelo fato do Brasil sempre ter a tradição de abrir o evento.
Os dois presidentes vão trabalhar juntos para a realização de um evento sobre a “defesa do trabalho decente” que fará parte da programação prevista para a Assembleia Geral, prevista para setembro deste ano.
Foto: Presidente Lula ao lado do presidente americano Joe Biden. Reprodução: Flickr/Palácio do Planalto/Ricardo Stuckert/PR
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Padilha não deu maiores detalhes da iniciativa, mas segundo apuração da CNN junto a integrantes do Palácio do Planalto que o tom do manifesto a ser lançado por Lula envolverá pautas como a defesa da equidade de gênero no mercado e o estímulo a políticas que visem melhorias das condições de trabalho.
O chamado “trabalho decente” faz parte da lista de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos no ano de 2015 pela ONU. O objetivo dessa ação é levar uma série de indicadores, como oportunidades de emprego, rendimentos, jornada e trabalho análogo à escravidão.
O Brasil deve usar como modelo a lei aprovada recentemente que obriga empresas e poder público a manterem salários iguais para homens e mulheres que exerçam a mesma função.
É uma tradição no evento que o representante brasileiro faça o discurso de abertura da assembleia anual da ONU. A cerimônia reúne os chefes de estado e de governo de 193 nações.
Foto Destaque: Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Joe Biden (Estados Unidos) durante encontro em fevereiro, na Casa Branca. Reprodução: Alex Brandon/AP Photo