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World Trade Center continua sendo projeto em construção após 20 anos

Após 20 anos da grande tragédia, o World Trade Center segue sendo um projeto em construção. Ao menos US$ 20 bilhões foram gastos em um acordo de 99 anos.

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13 Set 2021 - 18h03 | Atulizado em 13 Set 2021 - 18h03

O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado após o grande atentado terrorista que ocorreu nas Torres Gêmeas, em Nova York, Estados Unidos. A manhã que mudou a vida de milhares de norte americanos, conta com diversas histórias chocantes, ,uma delas é do incorporador Larry Silverstein, que se arrumava para ir trabalhar no World Trade Center, como em todas as manhãs, quando sua esposa o lembrou que havia uma consulta médica, salvando sua vida. 

O curioso é que apenas seis semanas antes, Silverstein junto com um grupo de investidores minoritários haviam fechado um contrato de aluguel de 99 anos com a Port Authority de  Nova York e de New Jersey das Torres Gêmeas no valor de US$ 3,2 bilhões. Apenas dez dias depois, ocorreu o ataque às torres, matando 2.753 pessoas. O intuito do empresário seria reconstruir o local, a qual rejeitou as sugestões do então prefeito Rudy Giuliani, de transformar o espaço em um memorial ou em um bairro residencial. Para ele, a única maneira de avançar seria tentar restaurar a área e transformá-la em um próspero distrito comercial. 

Silverstein comenta que houve um grande debate sobre o que deveria ser construído no World Trade Center. “Foi como todas as coisas são em Nova York: apaixonado, barulhento e turbulento. Mas algo estava claro. O novo World Trade Center precisava ser muito mais do que era antes”, complementou. 


Quatro das seis torres localizadas no Marco Zero estão agora abertas e quase totalmente alugadas. (Foto: Reprodução: Getty Images)


Para que o fogo parasse de queimar no Marco Zero, levaria 99 dias e mais de um ano até que houvesse o início da construção das novas torres em novembro de 2003. Após 20 anos e mais de 20 bilhões de dólares de investimentos públicos e privados, diversas coisas mudaram na cidade de Manhattan. 

Recriar um movimentado distrito comercial no coração do sul de Manhattan poderia ter sido impossível após a catástrofe, no entanto, se tornou realidade sendo também, um sucesso financeiro. De acordo com a Forbes, o valor estimado combinado dos edifícios, que atualmente abrigam mais de 40 inquilinos no One, 3, 4 e 7 World Trade Center, seja maior que US$ 11 bilhões. Silverstein, seus sócios e a Autoridade Portuária devem ao menos cerca de US$ 3,3 bilhões em dívidas sobre as propriedades, todas retidas na forma de Liberty Bonds, títulos isentos de impostos com vencimento no ano de 2100.

O valor chega a ser superior aos US$ 3,2 bilhões que Silverstein pagou em junho de 2001, ao fechar o negócio, e os US$ 4,6 bilhões que foi recebido das seguradoras após o desastre. Entretanto, o valor ainda não chega nos US$ 20 bilhões investidos no projeto em 2001. A soma inclui os US$ 4 bilhões que a Autoridade Portuária e a Administração Federal de Trânsito gastaram no centro de transporte Oculus e US$ 1 bilhão gasto no Memorial Plaza e no Museu Nacional do 11 de Setembro. Outros US$ 3 bilhões foram realocados para infraestrutura subterrânea, ruas, serviços públicos e espaços abertos.

Segundo a professora da Columbia Business School, Lynne Sagalyn, os custos totais irão aumentar em um total de US$ 26,2 bilhões conforme a construção for avançando na segunda torre, um prédio de escritórios para a qual o empresário ainda procura um locatário principal, e o 5 World Trade Center, planejado para se tornar um edifício residencial em uma joint venture entre Silverstein e a Brookfield Properties.

As obras que tem um tempo estimado de mais de cincos anos, possuirão a metragem quadrada combinada do espaço de escritório, em média de 1,1 milhão de metros quadrados, se aproximando dos 1,2 milhão de metros quadrados do antigo edifício. 

O One World Trade Center, que chega a altura de 1.776 pés, se tornou imediatamente um símbolo do horizonte de Nova York ao ser inaugurado em 2014. A Durst Organization comprou uma participação de 10% pelo total de US$ 100 milhões no projeto em 2010 da Autoridade Portuária, que detém o restante. Silverstein renunciou aos direitos de desenvolver a torre em 2006, em troca de um financiamento público para o restante do empreendimento. Atualmente, o edifício possui 90% de ocupação e abriga 8.000 funcionários de empresas inquilinas, como por exemplo o editorial Condé Nast e o assessor de crédito Moody 's.

 

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Jordan Barowitz, vice-presidente de relações públicas da Organização  Durst, a qual  ajudou a desenvolver o projeto do novo empreendimento, comentou: “Algumas pessoas pensaram que o prédio não deveria ser construído e que deveria ser um memorial para as pessoas que morreram em 11 de setembro, já outras pensaram que seria um elefante branco”. Além disso, ele complementa que é gratificante ver o local se tornar parte de Nova York novamente e restabelecer o distrito de escritórios crucial para o sucesso da cidade. 

Além da primeira torre, ao menos três das cinco planejadas em 2003 estão abertas e próximas de serem totalmente alugadas, com inquilinos como a Uber, Moët Hennessy, Morningstar e Spotify. A empresa Silverstein Properties é proprietário de toda a torre 7 e tem participações expressivas nos edifícios 3 e 4 ao lado de investidores minoritários, incluindo a família do setor imobiliário mais rica dos Estados Unidos, os Goldmans.

De acordo com os empresários Silverstein e os Dursts, o grande triunfo da reconstrução do World Trade Center, prova que Nova York segue mais forte do que nunca. “Esta cidade sempre ressurge”, diz Silverstein.

 

Foto destaque: Após 20 anos da grande tragédia, o World Trade Center segue sendo um projeto em construção (Reprodução / Forbes)

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