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Rosamaria é eleita a melhor personagem das Olimpíadas 2020

Rosamaria foi eleita a melhor personagem Olímpica dos jogos de Tóquio 2020, enquete que foi realizada pelo portal ge. Uma das melhores jogadoras do time comandado pelo técnico Roberto Guimarães conquistando medalha de prata nos jogos.

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14 Ago 2021 - 16h50 | Atulizado em 14 Ago 2021 - 16h50

Rosamaria foi eleita a melhor personagem Olímpica dos jogos de Tóquio 2020, enquete que foi realizada pelo portal ge. Uma das melhores jogadoras do time comandado pelo técnico Roberto Guimarães conquistando medalha de prata nos jogos. Com 65.08% dos votos, Rosamaria superou outras medalhistas olímpicas, como Rebeca Andrade, com 15.9%, e Rayssa Leal (8.22%). Alguns dos destaques da jogadora em Tóquio foi na vitória sobre o Comitê Olímpico Russo. Além do protagonismo em lances decisivos, como no último ponto do jogo, as reações explosivas e a raça demonstrada pela oposta da seleção brasileira de vôlei também chamaram a atenção dos torcedores.


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Além da prata conquistada em Tóquio, o sucesso da jogadora também foi refletido na internet. Antes mesmo de desembarcar de volta ao Brasil após os Jogos Olímpicos, ela chegou a 1 milhão de seguidores nas redes sociais. A ponteira agradeceu o carinho da torcida, e fez questão de dar boas-vindas aos recém-chegados.

Muita gente nova e linda por aqui! Obrigada galera”, escreveu em sua conta no Instagram.


Rosamaria agradece os comentários após ser eleita melhor jogadora das Olimpíadas/Créditos: Instagram oficial da atleta


Pancada, muralha, bola dentro, recuperada, na cabeça da adversária. Lances que fizeram a oposta Rosamaria Montibeller cair nas graças da torcida que acompanhou a seleção brasileira de vôlei nas Olimpíadas. Aos 27 anos, a jogadora foi uma das oito estreantes das 12 convocadas pelo técnico José Roberto Guimarães. Não bastasse a contribuição no retorno das mulheres ao pódio – o Brasil ficou de fora na Rio 2016 – a atleta se tornou peça fundamental na melhor campanha da modalidade entre os brasileiros nos Jogos Olímpicos, com a medalha de prata. Credenciais que a tornaram a maior personagem dos Jogos Olímpicos, segundo enquete realizada pelo ge (Globo Esporte).

 Também conhecida como Rosa, é uma versátil jogadora que atua tanto como oposta quanto como ponteira, atualmente defende a equipe do Casalmaggiore da Itália.

Honrando o nome da cidade, fundada em 1892, a cidade catarinense de Nova Trento é inspirada em uma das regiões da Itália mais tradicionais no vôlei. Nascida por lá, Rosamaria Montibeller honrou a tradição italiana e começou logo cedo na modalidade. Aos nove anos de idade, ingressou em um projeto da cidade e logo começou a se destacar como oposta. Com um talento único, Rosamaria não tardou a chegar às seleções de base do Brasil. Em 2010, aos 15 anos de idade, conquistou seu primeiro título com a camisa amarela: o Campeonato Sul-Americano Infanto Juvenil.

Passou a evoluir com o técnico Roberto Guimarães após dois anos em São Caetano, transferiu-se para Campinas para atuar no Vôlei Amil/Campinas, projeto recém iniciado que contava com o técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães. Jogando sob o comando de um dos maiores treinadores da história e ao lado das campeãs olímpicas Natália e Tandara, Rosa melhorou ainda mais seu vôlei.

Com o fim da equipe, transferiu-se para o Pinheiros, de São Paulo, onde ficou apenas uma temporada. Em 2015, foi contratada pelo Minas Tênis Clube, time que defendeu por três anos e que lhe rendeu a primeira convocação para a seleção principal.Sua primeira medalha foi a de prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015. No mesmo ano, foi campeã Mundial Sub 23 com o Brasil, sendo eleita a melhor jogadora da competição.


Rosamaria em ação pelo Brasil no Grand Prix de 2017 (FIVB/Divulgação)


 

Rosamaria viveu seu melhor ano até ali em 2017. Com a seleção, a oposta catarinense conquistou os títulos do Montreux Volley Masters, do Grand Prix da China e do Campeonato Sul-Americano, além do vice-campeonato na Copa dos Campeões realizada no Japão.A jogadora decidiu, no entanto, não defender mais a seleção feminina. Rosamaria só voltaria a usar a camisa amarela do Brasil em 2021 na disputa da Liga das Nações.

Fechou sua passagem pelo Minas com o título Sul-Americano de 2018, sendo eleita a melhor jogadora da competição. Transferiu-se para o Dentil Praia Clube e sagrou-se vice-campeã da Superliga 2018/19, do Sul-Americano de Clubes e da Copa Brasil. A boa temporada lhe rendeu um contrato para jogar no Peruggia, da Itália.

Em sua primeira temporada na Itália (2019/2020), Rosamaria jogou pelo Perugia. Disputou 19 jogos e marcou 382 pontos. A competição acabou sendo interrompida pela pandemia do Coronavírus. Em seguida, Rosa trocou o Peruggia pelo Casalmaggiore, um dos mais tradicionais times italianos e de uniforme rosa, igual a seu apelido.

Voltar a jogar como oposta me fez sentir totalmente capaz de novo, ver que tinha muito que realizar e crescer, acertar e errar. Acho que vários fatores fizeram isso acontecer: a mudança de posição, a curiosidade de conhecer um país novo e sua cultura. A sede de aprender tudo novo foi o gás que estava faltando”, declarou a jogadora.

 (Foto de capa: Rosamaria comemorando ponto contra a Russia na Olimpíada de Tóquio 2020/Créditos: REUTERS/Valentyn Ogirenko)

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