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Pernambucanas segue as concorrentes e faz estreia na venda direta

Para entrar com tudo nesse setor, a Pernambucanas investiu quase 10 milhões de reais. A venda direta surge para a empresa como a meta de em cinco anos ter 10% do faturamento anual que hoje é de 5 bilhões de reais.

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03 Jan 2022 - 16h16 | Atulizado em 03 Jan 2022 - 16h16

A varejista Pernambucanas teve sua estreia na venda direta em dezembro, seguindo uma tendencia que vem ganhando força entre as redes de comercio especializados em vestuário. A empresa teve um investimento de quase 10 milhões de reais em treinamento, tecnologia e processos para começar a operar nesse novo canal. Com a meta de em cinco anos ter a resposta de 10% do faturamento anual pelas vendas diretas, hoje o faturamento anual é de 5 bilhões de reais.  

“No passado, fizemos vários ensaios, mas a barreira era a operação feita por meio de catálogos físicos enviados pelos Correios, era tudo muito lento e difícil de entrar nesse mercado”, afirmou Sergio Borriello, CEO do grupo. 


Venda direta. (Foto: Reprodução/carreirabeauty)


Durante a pandemia, houve uma rápida digitalização da venda direta. Com isso facilitou o ingresso da empresa neste setor. O CEO explica ainda que a empresa já tinha catálogos digitalizados e que usava nas vendas por WhatsApp e no comércio online. Tendo como futuro passo combinar as plataformas digitais com as lojas físicas. 

A empresa é ampla e por meio de revendedores não comercializa apenas artigos de vestuário, calçados, utilidades domésticas e eletroeletrônicos, mas também produtos e serviços financeiros oferecidos pela Pefisa, a fintech do grupo, como cartão, crédito e seguro.  

“O que a gente vê é muitas empresas buscando a venda direta como mais um canal de comercialização”, disse Adriana Colloca, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Venda Direta (ABEVD). Nos últimos dois anos, a entidade vem sendo procurada por empresas do varejo de itens de vestuário, lojas de departamento e até por setores de serviços financeiros. 

Sergio diz que a venda direta de produtos financeiros se torna um diferencial. Antes da empresa Pernambucanas decidir ingressar no setor artigos de vestuário já respondiam por 22% do mercado da venda direta. No ano de 2020, a venda direta teve como movimento 45 bilhões de reais no País e teve como avanço 10% sobre o ano anterior, 2019, segundo a ABEVD. O Brasil hoje é o sexto maior mercado em venda direta, sendo a liderança disputada por China e Estados Unidos.  

Utilizando a venda direta, a Pernambucanas quer crescer a visibilidade da rede e reconhecer algo que já acontece de fato. Em pequenos municípios próximos de cidades onde há lojas do grupo muitas pessoas compram as mercadorias da marca para revender, disse Sergio CEO do grupo. 

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No modelo de venda direta que a empresa vem traçando a loja física funciona como um minicentro de distribuição, assim tornando as entregas mais rápidas. O cliente pode comprar o produto por meio do revendedor e retirar na loja física em até duas horas, ou o revendedor pode fazer a entrega da compra, tendo a loja física como sua base de apoio.  

O canal da venda direta terá duas formas de operação. Em uma delas, os revendedores compram os itens na loja, com desconto e revendem para sua rede de contatos. Na outra, podem usar o catálogo virtual para fazer divulgação aos clientes. Nessa ocasião, a comissão do revendedor pode chegar até 10%, explicou o representante do grupo. 

“A venda direta encontra hoje uma massa de pessoas, potencialmente revendedoras, ávidas para ter uma renda adicional”, observou o consultor de varejo Eugênio Foganholo, sócio da Mixxer Desenvolvimento Empresarial. 

A Pernambucanas tem cerca de mil revendedores, mas tem a meta de chegar a mais de 1,5 milhão nos próximos 12 meses. 

 

Foto destaque: Pernambucanas estreia na venda direta. Reprodução/mercadoeconsumo

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