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“Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” volta ao topo dos livros mais vendidos no Brasil

Embora a ficção romântica tenha sido publicada pela primeira vez em 13 de junho de 2017, a obra voltou ao 1° lugar no ranking semanal divulgado pela Publish News

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01 Out 2021 - 19h20 | Atualizado em 01 Out 2021 - 19h20

Escrito por Taylor Jenkins Reid, “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” teve 1.478 exemplares vendidos entre os dias 13 a 19 de setembro, marcando o seu retorno ao topo dos livros mais vendidos durante a semana no Brasil, e permanecendo em 3° lugar no ranking mensal com 4.879 comercializadas até a manhã desta sexta (1).

As especulações de que uma adaptação para o audiovisual está sendo produzida vem desenrolando-se há anos, chegando a confirmação de que os direitos da ficção já foram vendidos para o desenvolvimento de um longa-metragem ou série, que seria distribuído pela plataforma Freeform, mas posteriormente a autora comunicou que não considerava mais este serviço de streaming para lançamento do projeto.


Evelyn Hugo irredutível diante das críticas. (Foto: Reprodução/Mimezzi/Twitter)

Evelyn Hugo intransponível diante das críticas. (Foto: Reprodução/Mimezzi/Twitter) 


O enredo do livro, que aborda diferentes temas sociais, políticos e econômicos, incluindo um romance homoafetivo, conta a história de uma biografia autorizada da atriz de Hollywood e ganhadora de um Oscar, Evelyn Hugo, que aos 80 anos decide contar a verdade sobre os bastidores de seu sucesso incalculável e dos seus sete casamentos turbulentos. A narração da obra fica dividida entre a personagem Monique Grant, jornalista escolhida por Evelyn para escrever a sua biografia, mediante uma entrevista exclusiva, e os relatos da própria celebridade.

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Segundo a fã e apreciadora Élida Sousa, de 19 anos, a obra mudou a forma como ela interpreta o mundo ao explicitar a objetificação das mulheres de pele escura nos 50, que traz elementos similares à desigualdade de gênero que ocorre nos dias atuais. A admiradora analisou que “Evelyn não era uma mulher perfeita ou exemplar, na verdade, Evelyn estava abaixo da média moral. Ela me mostrou que ninguém é realmente bom ou mal, diferentemente do que eu pensava. Às vezes temos que fazer o papel de vilão, tanto quanto às vezes seremos as vítimas.”

“Por muito tempo me culpei por coisas que não eram minha culpa, sempre me perguntei se eu era uma pessoa ruim, pois mesmo tentando ser o mais bondosa possível, sempre fazia alguém se magoar, e muitas vezes este alguém era eu mesma. ‘Afinal, eu sou uma pessoa ruim?’” – se questionou Élida.

Em entrevista por e-mail, a fã esclareceu que “Evelyn cometeu muitos erros e raramente se arrependeu de algum, pois nós ‘podemos lamentar por algo e não nos arrependermos.’ Evelyn abriu mão de sua vida pessoal para manter intacta sua vida pública, se tornando alguém que todos desejavam e amavam”; criticando que “Hollywood não queria uma cubana com o cabelo loiro de farmácia, com problemas financeiros e um pai agressivo, Hollywood queria estrelas que se sentem à vontade sendo aquilo que o mundo deseja, e foi isso que Evelyn sempre foi: uma estrela!” – concluiu a leitora.

 

Foto destaque: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo. Reprodução/Divulgação/Editora Paralela

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