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João Doria acusa Jair Bolsonaro de genocídio na pandemia COVID-19

Nesta segunda-feira (15), durante discurso na comissão de acompanhamento da pandemia, o governador João Doria (PDSB) acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de causar genocídio durante a pandemia do Covid-19.

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16 Mar 2021 - 14h08 | Atulizado em 16 Mar 2021 - 14h08

Nesta segunda-feira (15) o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou que pretende levar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos tribunais internacionais para ser julgado pelas ações tomadas na pandemia do Covid-19. Doria deu a declaração no Congresso, durante sessão da comissão de acompanhamento da pandemia.

 

"Jair Bolsonaro será condenado por tribunais internacionais, porque o que ele está promovendo no Brasil é um genocídio. Nós estamos matando os brasileiros, é inacreditável isso”, disse o governador. 


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Ele questiona a maneira que o presidente está conduzindo a pandemia, Doria disse que logo irá faltar oxigênio e condições básicas para o país que está vivendo a maior tragédia, enquanto o presidente da República sorri e deprecia a vida. "Temos um presidente que sorri, que anda de jet-ski, que come leitãozinho e despreza a vida", disse Doria.

 

Em seu discurso o governador continua alegando que a pandemia chegou no estado que está agora devido às decisões do presidente Jair Bolsonaro. 

"Já tínhamos aqui a vacina, podíamos ter iniciado a vacinação em novembro do ano passado, teríamos salvo 40% da população. Mas o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro impediu".

 

João Doria desistiu de se candidatar à presidência em 2022, mas disse que não faz discurso eleitoral e que só quer o bem do “povo”.

"Eu não faço discurso eleitoral não. Eu não tenho preocupação eleitoral. Já falei que se não precisar disputar eu não disputo", disse ele.

Complementou dizendo: "Eu quero o bem do meu povo, do meu país, eu quero estar ao lado de brasileiros como vocês e outros que não estão aqui neste momento, mas que querem defender a vida e a paz neste país".


João Doria - (Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)


Doria disse que foi alvo de protestos na porta da sua própria casa devido às ações tomadas em relação à pandemia. Ele disse que não só ele, mas sua família, seus filhos e esposa foram xingados. 

“Não foi a primeira vez, não será a última vez. Esse é o clima, infelizmente, que temos no país, e é o preço que nós, governadores, pagamos”, disse João.

 

Senadores que estavam presentes na comissão adotaram o discurso de Doria e o governador foi homenageado pelo parlamentar Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

"Queria fazer uma homenagem ao governador João Doria. Ele não somente lutou pela vacina, ele foi afrontado e agredido por querer a vacina. Quando o governo federal estava negando a vacina, o governador fez um consórcio com a iniciativa privada para produção de vacina pelo Instituto Butantan", disse o opositor de Bolsonaro. 

 

 

Foto destaque: Presidente da República Jair Bolsonaro e o governador de São Pualo, João Doria - (Reprodução/Site ISTOÉ)

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