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Jair Bolsonaro aprova lei que reduz mais de R$600 milhões de verbas para ciência

O presidente sancionou o regulamento aprovado pelo Congresso que retirou o dinheiro que seria direcionado para pesquisas e ciência, a pedido do Ministério da Economia

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18 Out 2021 - 10h55 | Atualizado em 18 Out 2021 - 10h55

Na última sexta (15) o presidente Jair Bolsonaro autorizou a retirada de mais R$600 milhões do orçamento que estava destinado as pesquisas e projetos científicos do país, para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com aprovação do Congresso a pedido do Ministério da Economia. Em contrapartida, os milhões de reais foram direcionados para outros seis ministérios.

O corte de 87% das verbas para pesquisas foi criticado pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que publicou em seu perfil no Twitter que a decisão foi “Falta de consideração”, visto que “Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos. Ainda mais quando são feitos sem ouvir a Comunidade. Científica e Setor Produtivo. Isso precisa ser corrigido urgentemente.”


Presidente Jair Bolsonaro. (Reprodução - Evaristo Sá-AFP)

Presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Evaristo Sá/AFP) 


Em conclusão, R$89 milhões foram encaminhados para a ciência e pesquisa, contudo, após a transferência para a produção de remédios necessários para o tratamento de câncer, não sobrou nada para as pesquisas, resultando no cancelamento de projetos que já estavam agendados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Os seis ministérios que receberam o dinheiro previamente destinados para a ciência foram:

 

● O Ministério do Desenvolvimento Regional, que ficou com R$252,2 milhões;

● O Ministério da Agricultura, que ganhou R$120 milhões;

● O Ministério das Comunicações, que recebeu R$100 milhões;

● O Ministério da Educação, que foi priorizado com apenas R$50 milhões;

● O Ministério da Saúde, que também obteve R$50 milhões;

● E o Ministério da Cidadania, que adquiriu R$28 milhões.

 

Foto destaque: Charge do presidente Jair Bolsonaro atirando em produtos químicos. Reprodução/Nando Motta

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