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Histórico! Com recorde sul-americano, Alison Dos Santos conquista bronze nas Olimpíadas de Tokyo

Alison Dos Santos conquista o bronze nos 400 metros com barreira, com um tempo de 46s72, atingindo um novo recorde sul-americano. Piu quebrou um tabu de medalhas em provas individuais do atletismo nas olimpíadas que já durava 33 anos.

3 min de leitura
03 Ago 2021 - 10h52 | Atulizado em 03 Ago 2021 - 10h52

Nos 400 metros com barreira, o paulista de 21 anos fez um tempo de 46s72 e levou a primeira medalha do atletismo nas olimpíadas. Alison, que também é conhecido como Piu, é famoso também pela sua irreverência e sua descontração, e havia prometido uma dancinha caso a medalha viesse. A dancinha começou já na pista de aquecimento, quando ele deslizou o dedo pela tela do celular e mandou a primeira da sua sequência de músicas da playlist "Olympic Games", escolhida com todo amor e carinho antes da viagem para as Olimpíadas de Tóquio.

A prova foi disputada debaixo de um sol quente, com sensação térmica de 38° C, mas nem o calor impediu Piu de chegar a uma marca histórica. O Brasileiro alcançou a marca de 46s72, novo recorde sul-americano e ficou com bronze na categoria. O ouro ficou om o norueguês Karsten Warholm, com novo recorde mundial (45s94). A prata acabou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).


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                                                     Assim ficou o pódio dos 400m com barreira. (Foto: REUTERS/ Aleksandra Szmigiel)


A medalha de Piu foi a primeira do atletismo nessas olimpíadas e a 18° da modalidade na história. A marca de Alison foi a 4ª maior de todos os tempos na competição, ficando apenas atrás dos dois primeiros colocados nessa competição e do recorde anterior de Warholm, que era de 46s70.

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O bronze de Piu deu fim a um tabu que já durava 33 anos do atletismo brasileiro sem medalha em prova individual em pista nas Olimpíadas, a última havia sido em 1988 em Seul, com a prata de Joaquim Cruz e o bronze de Robson Caetano.Desde então, o país só conseguiu medalhas em provas de equipe (os revezamentos 4x100m masculino e feminino) e no campo (Maurren Maggi e Thiago Braz).

O corredor chama a atenção à primeira vista por carregar consigo uma grande cicatriz na cabeça e outras um pouco menores no peito e no braço esquerdo. As marcas são o resultado de um acidente doméstico com uma panela de óleo quente aos 10 meses de idade. Por conta do problema, Alison ficou internado em um hospital por mais de dois meses antes de receber alta. Devido à cicatriz na cabeça, o paulista possui uma falha no cabelo, que o dá uma aparência de bem mais velho.Na adolescência, Alison recebeu o apelido pelo qual é conhecido no meio do atletismo: Piu. O motivo é a semelhança com outro "Piu" da sua cidade natal.

 

(Foto destaque: Piu alcança mara histórica e fica com o bronze. Foto: REUTERS/ Aleksandra Szmigiel)

 

 

 

 

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