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Haters: os grupos de odiadores que ameaçam anonimamente a liberdade

Os ataques a pessoas publicamente famosas ou desconhecidas por mensagens ou ameaças online, vêm se tornando um problema progressivamente delicado e perigoso, uma vez que essas ofensas se caracterizam como crime de ódio e podem gerar indenizações

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07 Set 2021 - 13h57 | Atulizado em 07 Set 2021 - 13h57

Após uma reportagem exibida no último domingo (5) no “Fantástico”, o tópico “haters” ganhou um novo capítulo no Brasil, seguido por confissões de diversos artistas que se reuniram para buscar apoio e identificar os possíveis porquês de quem dissemina o ódio gratuito.

A estrela Xuxa Meneghel contou ao programa que acredita que a motivação para as pessoas tentarem desestabilizar a sua saúde mental comentando xingamentos em seus posts, seja inveja e necessidade de chamar atenção, por se sentirem mal amadas. “Essas pessoas não tem amor no coração, não conhecem a palavra ‘respeito’. Então,  eu diria assim: ‘Vai cuidar da tua vida. Vai lavar uma roupa, limpar um chão. Sai na rua, cuida de um cachorro, de um gato. Vai olhar pro céu’. Isso só pode acontecer se essas pessoas tomarem a coragem de cuidarem da vida delas mais do que da dos outros, por que tem que ter coragem, né? É muito mais fácil cuidar da vida dos outros do que da dela”, afirmou.


Xuxa Meneghel lendo comentários de haters. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Xuxa Meneghel lendo comentários de haters. (Foto: Reprodução/TV Globo)


A liberdade de expressão deixa de ser uma questão de direitos humanos no momento em que interfere negativamente na imagem e privacidade de alguém, podendo transformar uma palavra ou ação má intencionada em uma base sólida para um processo judicial.

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A advogada Luziane Figueiredo, autora do livro “Crimes Contra os Direitos da Personalidade na Internet – Violações e Reparações de Direitos Fundamentais nas Redes Sociais”, destacou que “Os juízes de seus computadores conseguem bloquear uma conta corrente, através do sistema Bacenjud, que interliga todos os bancos ao Banco Central; conseguem bloquear bens, através do Renajud, mas não conseguem bloquear uma página ou frear uma viralização de imagens e vídeos nudes, por exemplo, no Whatsapp”, segundo o Jornal A Crítica.

 

Foto destaque: Menina sofrendo bullying de internautas online. Reprodução/Shutterstock.

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