Notícias

Familiares encontram apoio durante julgamento do caso da boate Kiss

Julgamento dos réus do incêndio da boate Kiss tem a presença de familiares e de profissionais para apoiá-los. Já se passaram oito anos desde o incêndio, que deixou diversas vítimas.

3 min de leitura
05 Dez 2021 - 20h30 | Atulizado em 05 Dez 2021 - 20h30

Após a mudança de local do julgamento dos responsáveis pelo incêndio na boate Kiss e o lançamento de uma vaquinha para apoiar os familiares das vítimas em sua estadia no novo lugar, as famílias contam com uma rede de apoio por lá.

O júri foi transferido de Santa Maria para Porto Alegre, a 290 quilômetros de distância, após pedido feito pela defesa de Elissandro Spohr, um dos sócios-proprietários da boate, e concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul no fim de 2019.


Segundo dia do julgamento foi marcado por brigas entre promotores e advogados e fortes intervenções do juiz. (Foto: Reprodução/Juliano Verardi/Imprensa TJRS)


"O Tribunal de Justiça acolheu o pedido porque identificou que o ambiente em Santa Maria e o envolvimento das pessoas falecidas com possíveis jurados era evidente. A gente baseou isso numa pesquisa realizada na época que mostrava que 70% da cidade tinha algum tipo de perda na tragédia", disse Jader Marques, advogado de Spohr.

A hospedagem ficou a cargo do Exército e nove restaurantes doaram refeições; no total, serão cerca de 900 almoços servidos em ação do Sindicato de Hospedagem e Alimentação. Além da hospedagem e da alimentação garantidas, os familiares também estão tendo o apoio de profissionais de diversas áreas.


https://lorena.r7.com/post/Holanda-registra-18-casos-da-cepa-Omicron-veja-como

https://lorena.r7.com/post/Taliba-determina-que-mulheres-precisam-consentir-com-casamento

https://lorena.r7.com/post/Facebook-e-Instagram-apresentam-instabilidade-na-Europa


"Em função de eles ficarem várias horas lá, sob tensão, isso acaba gerando tensões musculares, estresse corporal. Às vezes os membros inferiores ficam inchados, então a gente ajuda nessa parte corporal", explica a fisioterapeuta June Gallina, que se deslocou de Santa Maria para Porto Alegre para prestar seus serviços. 

"Nós temos aqui profissionais da enfermagem, fisioterapia, terapeuta ocupacional, psicólogos, assistentes sociais, colegas do estado e do município nos dando esse suporte.", completa Nara Regina Tarragô.

O júri teve início na quarta-feira (1) e tem previsão para durar entre 10 e 15 dias.

 

Foto destaque: boate Kiss. Reprodução/Ronald Mendes/Especial

Deixe um comentário