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Ex-CEO do McDonald’s vai reembolsar US$ 105 milhões para encerrar processo

Steve Easterbrook que foi demitido pelo McDonald's por manter relações sexuais com subordinados concordou em devolver o valor da indenização para resolver processo

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17 Dez 2021 - 13h03 | Atulizado em 17 Dez 2021 - 13h03

O valor representa a indenização que Easterbrook teria perdido se tivesse falado sobre suas ações e sido demitido por justa causa, disse a empresa. Easterbrook, também se desculpou pelo comportamento que levou à sua demissão em 2019.

Durante minha gestão como CEO, falhei às vezes em defender os valores do McDonald's e cumprir algumas de minhas responsabilidades como líder da empresa”, disse ele em um comunicado distribuído pela empresa nesta quinta-feira. “Peço desculpas aos meus ex-colegas de trabalho, ao conselho e aos franqueados e fornecedores da empresa por isso.”

O ex-CEO do McDonald’s foi processado pela rede de fast food  com acusações de mentira e fraude durante investigação sobre sua conduta enquanto trabalhava na empresa.

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Na época, Easterbrook foi acusado de manter relação inapropriada com uma subordinada, mas desculpou-se e alegou que, além de consensual, o relacionamento não era físico, apenas virtual. Ele ainda garantiu que nunca havia tido relações sexuais com funcionários. Para evitar maiores problemas, o conselho decidiu demiti-lo sem justa causa, permitindo a ele receber dezenas de milhões de dólares em indenizações.

Porém, após receber informações anônimas  de outro caso do então CEO com outra funcionária, uma nova investigação mais minuciosa foi aberta. E foram encontradas evidências de outros casos parecidos dele.

Essas evidências consistem em dezenas de fotos e vídeos de nudez, ou nudez parcial, com conteúdo sexual explicito de várias mulheres, incluindo essas funcionárias da empresa. Easterbrook os enviou como anexos de mensagens de sua conta de e-mail corporativa para a pessoa”, afirma o McDonald’s ao chamar o conteúdo de “evidências indiscutíveis”.

Assim, deu-se início ao processo que está baseado na cláusula do contrato de demissão do ex-CEO que diz: “se, no futuro, o McDonald’s determinar que um funcionário foi desonesto e realmente merecia ser demitido por justa causa, a empresa tem o direito de recuperar os pagamentos de indenizações”.


McDonald's processa ex-CEO por mentir sobre manter relações sexuais com funcionárias. (Foto: Reprodução / CNN)


Rick Hernandez afirma que o conselho inicialmente tomou conhecimento da situação porque um trabalhador “teve a coragem de falar abertamente”. Ele reforçou: “Mesmo à medida que avançamos, há lições que não podem ser esquecidas, incluindo a importância de continuar a fomentar uma cultura em que a expectativa é que as pessoas falem em resposta a irregularidades”.

Ao mesmo tempo em que deixou um legado manchado no McDonald’s durante seu mandato de 4 anos e meio, Easterbrook impulsionou as mudanças tecnológicas, pedidos móveis e serviços de entrega que ajudaram a empresa a resistir à pandemia quando lojas foram forçadas a suspender seu funcionamento.

Sob o atual CEO Chris Kempczinski, o McDonald's fez mudanças para melhorar sua cultura corporativa, incluindo vincular o pagamento dos executivos à diversidade e implementar treinamento anti-assédio em suas lojas. Mas, em meio a seus esforços para restaurar a imagem da empresa, Kempczinski gerou um novo alvoroço neste ano, quando uma mensagem de texto privada apareceu na qual ele parecia lançar a culpa sobre os pais de duas crianças mortas em tiroteios na área de Chicago. Ele se desculpou.

 

 

Foto destaque: Steve Easterbrook Fotógrafo: Joshua Lott / Bloomberg

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