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Em 2022, Brasil pretende elevar as vendas de carne suína para a Rússia

Após a Rússia reduzir as importações por uma estratégia de produção local, Brasil volta a exportar a proteína para o país russo, planejamento o aumento das vendas em 2022.

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08 Dez 2021 - 11h55 | Atualizado em 08 Dez 2021 - 11h55

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), recentemente os exportadores receberam uma rodada de reabilitações de unidades frigoríficas pela Rússia. Já nos primeiros meses de 2022, o Brasil espera elevar as vendas de carne suína para a Rússia, apesar do acesso ao país ser um pouco mais difícil durante o inverno russo rigoroso devido ao congelamento das águas. “Tenho certeza que vai aumentar o volume embarcado em janeiro e fevereiro... porque São Petersburgo não congela”, disse Ricardo Santin, presidente da associação.O movimento tende a começar no primeiro trimestre, mas o impacto positivo, de fato, é previsto para beneficiar a indústria no primeiro semestre do ano que vem”, revela um executivo das principis exportadoras.


Em 2017, Brasil exportou 259,41 mil toneladas de carne suína para a Rússia. (Foto: Reprodução/REUTERS/Rodolfo Buhrer)


A Rússia conseguiu ter autossuficiência neste setor por um período, mas agora tem vários fatores que a levam a buscar o mercado externo. A peste suína africana (PSA), aumentou de custo de produção, e também aumento de consumo local”, ressalta Santin. Dados da associação indicam que o Brasil já exportou 259,41 mil toneladas de carne suína à Rússia em 2017. Já entre janeiro e outubro deste ano, o volume caiu para 3.827 toneladas. Em relação a carne bovina, o cenário pode não ser tão promissor quanto o de suínos. “Para carne bovina eu sou um pouco mais cético, por conta da política que foi adotada na Rússia nos últimos anos, que desestimulou o consumo, então o potencial é menor para compras do que na carne de porco", ressalta o consultor do Itaú BBA. Já o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, ressaltou que faltou certa clareza no processo de reabilitação, visto que não se sabe de qual critério foi utilizado para as unidades aprovadas.

 

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“Muitas plantas estão à espera, aguardando a retomada de negociações do governo brasileiro com a Rússia para que plantas suspensas sejam habilitadas e novas habilitações sejam feitas... gostaríamos de ver esse processo sendo retomado para todos”.

 

Foto Destaque: Criação de suínos. Reprodução/Site Forbes

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